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Cheque-Formação Digital: 750€ do IEFP só até 30 de junho

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O Estado tem 750 euros à sua espera para si gastar em formação — mas só até ao final de junho. O prazo para se candidatar ao Cheque-Formação + Digital, o apoio do IEFP que paga cursos na área digital a quem trabalha em Portugal, termina a 30 de junho de 2026 e a maior parte dos trabalhadores ainda não sabe que tem direito.

São 750 euros por ano, por pessoa, para investir em formação certificada em áreas como inteligência artificial, marketing digital, cibersegurança ou gestão de redes sociais. O IEFP já aprovou mais de 16 mil candidaturas desde o arranque da medida e quer chegar a muitas mais antes do prazo fechar.

A pressa justifica-se: depois de 30 de junho, o apoio nesta versão actual deixa de aceitar novas candidaturas. Quem ficar a olhar para o telemóvel à espera do último dia arrisca-se a não conseguir reunir a tempo todos os documentos exigidos.

O que é o Cheque-Formação + Digital

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É um apoio financeiro do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) que comparticipa o custo de cursos de formação na área digital. O valor máximo por candidato é de 750 euros, contabilizado num período de 12 meses a partir da data de submissão da primeira candidatura aprovada.

O dinheiro não é entregue à cabeça. Funciona por reembolso: o trabalhador inscreve-se na formação, paga o valor da inscrição e, depois de terminar o curso, pede o reembolso ao IEFP. Por isso é preciso garantir que existe folga no orçamento para suportar o custo inicial.

Quem pode candidatar-se

O programa abre as portas a quase toda a gente que tenha um vínculo laboral activo em Portugal. Em concreto, podem pedir o apoio:

  • Trabalhadores por conta de outrem com contrato em vigor
  • Trabalhadores independentes (recibos verdes)
  • Empresários em nome individual
  • Sócios-gerentes com remuneração declarada

É também necessário ter a situação contributiva regularizada perante a Segurança Social e a Autoridade Tributária. Sem dívidas, sem complicações.

Que cursos podem ser pagos com o cheque

O leque é amplo, mas há regras. A formação tem de ser ministrada por uma entidade formadora certificada pela DGERT — a Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho. Tudo o que não esteja nessa lista fica de fora do reembolso.

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Entre as áreas com mais procura estão a inteligência artificial, o marketing digital, a cibersegurança, a gestão de redes sociais, programação, análise de dados, comércio electrónico e literacia digital básica. Há cursos curtos de fim de semana e formações mais longas, presenciais ou online.

Como pedir o apoio passo a passo

A candidatura faz-se inteiramente online, no portal iefponline.iefp.pt, sem precisar de ir a uma loja física. Para evitar atrasos, convém ter à mão:

  • Cartão de Cidadão válido
  • Comprovativo de IBAN da conta bancária
  • Declaração da entidade formadora com o detalhe do curso
  • Autorização de consulta à Segurança Social e à AT (ou comprovativos de situação regularizada)
  • Declaração de compromisso de honra do candidato

O IEFP analisa o processo e responde por escrito. Só depois da aprovação é que faz sentido começar a frequentar o curso — para garantir o direito ao reembolso.

Quanto se poupa na prática

Um curso de marketing digital de 600 euros, por exemplo, fica totalmente pago pelo Estado. Já uma formação mais cara, de 1.200 euros, recebe a comparticipação máxima de 750 euros, ficando o trabalhador a pagar do bolso a diferença de 450 euros. O cheque pode ainda ser usado em mais do que uma formação, desde que o total não ultrapasse o tecto anual.

Vale a pena olhar para a oferta no momento de escolher o curso: nem todas as entidades certificadas praticam preços parecidos para a mesma matéria.

Erros que tiram o reembolso a quem não está atento

Há candidaturas que ficam pelo caminho por descuidos simples. Os mais frequentes:

  • Inscrever-se no curso antes de a candidatura ser aprovada pelo IEFP
  • Escolher uma entidade formadora que não está certificada pela DGERT
  • Ter dívidas em aberto à Segurança Social ou à AT no momento da candidatura
  • Submeter documentos fora do prazo após terminar a formação

O conselho do próprio IEFP é claro: começar o processo com tempo. Quem deixar tudo para a última semana de junho pode ficar a ver o apoio escapar.

Por que vale a pena agarrar este apoio

Os 750 euros do Estado caem numa altura em que as competências digitais são exigidas em quase todos os anúncios de emprego. Um trabalhador com formação em IA ou cibersegurança no currículo passa à frente da concorrência e abre porta a aumentos ou a mudanças de carreira que, sem este passo, ficariam adiadas.

Para quem está desempregado, o Cheque-Formação + Digital pode ser o empurrão que faltava para regressar ao mercado de trabalho noutra área. Para quem já trabalha, é uma forma de actualizar conhecimentos sem ter de tirar dinheiro do mealheiro de casa.

O prazo termina a 30 de junho de 2026. Até lá, qualquer trabalhador com situação regularizada pode tentar a sorte. Mais informações e candidaturas no portal oficial do IEFP.

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