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Carro elétrico: apoio de 4.000€ do Estado abre em junho

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O apoio para carro elétrico está prestes a regressar e desta vez com 20 milhões de euros em cima da mesa. O Governo confirmou que vai abrir um novo aviso do Fundo Ambiental entre maio e junho de 2026, com um cheque direto de 4 mil euros para quem trocar a velha carripana a gasóleo por um modelo 100% elétrico.

A novidade foi anunciada pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, no plenário da Assembleia da República, no dia 24 de abril. Para muitas famílias portuguesas, este pode ser o empurrão que faltava para fazer a mudança e poupar centenas de euros por mês em combustível.

O problema é o costume: as verbas costumam esgotar em poucas semanas. Quem chegar tarde fica de fora e tem de esperar pela próxima janela. Por isso, convém preparar tudo já.

Quanto vale o apoio para carro elétrico em 2026

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O incentivo é de 4 mil euros por viatura 100% elétrica nova, da categoria M1, ou seja, ligeiros de passageiros. O valor é pago diretamente ao comprador particular, depois de aprovada a candidatura e entregue toda a documentação.

O preço do carro tem um teto: não pode passar dos 38.500 euros, com IVA incluído e antes de subtrair o próprio apoio. Modelos topo de gama ficam de fora, mas a maioria dos elétricos urbanos e familiares do mercado encaixa neste limite.

Tem mesmo de abater um carro antigo

Esta é a grande mudança face a edições anteriores e nem todos perceberam ainda. Para receber os 4 mil euros, o candidato é obrigado a abater um veículo a combustão com mais de 10 anos, registado em seu nome.

O abate tem de ser feito num centro de receção autorizado, com emissão de certificado de destruição. Sem esse documento, a candidatura é rejeitada. Quem não tem carro antigo para entregar não consegue aceder a este aviso.

Quando abrem as candidaturas do Fundo Ambiental

O novo aviso deve ficar disponível entre maio e junho de 2026, no portal oficial do Fundo Ambiental. A data exata ainda não foi publicada, mas o histórico mostra que a abertura é sempre marcada com poucos dias de antecedência.

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O período de submissão dura 45 dias corridos a contar da abertura, mas atenção: o dinheiro acaba quando atinge os 20 milhões. Na fase anterior, com 17,6 milhões, as verbas voaram em poucas semanas.

Documentos a ter prontos antes de carregar no botão

Para evitar atrasos quando o aviso sair, vale a pena reunir já tudo o que vai ser pedido no formulário eletrónico. A lista habitual inclui:

  • Cartão de cidadão e número de identificação fiscal do candidato.
  • Comprovativo de morada atualizado em Portugal.
  • IBAN de uma conta bancária em nome do próprio.
  • Fatura ou contrato de promessa de compra e venda do elétrico novo.
  • Documento único automóvel e certificado de matrícula do veículo a abater.
  • Certificado de destruição emitido pelo centro de abate autorizado.

A candidatura é feita só online, com autenticação através do cartão de cidadão ou Chave Móvel Digital. O pedido de pagamento é separado e tem de ser submetido até 90 dias depois da aprovação.

Quem fica de fora deste apoio para carro elétrico

Empresas e profissionais liberais não entram neste aviso específico, que é só para particulares. Carros usados também não são elegíveis. E híbridos plug-in, que estiveram em edições passadas, ficaram fora da lista em 2026.

A primeira matrícula do veículo elétrico tem de ter sido feita em nome do candidato a partir de 1 de janeiro de 2025. Veículos comprados antes dessa data não contam, mesmo que ainda estejam pagos a prestações.

Quanto se poupa mesmo no fim do mês

Para além dos 4 mil euros à cabeça, um elétrico permite poupar entre 80 e 150 euros por mês em combustível, dependendo dos quilómetros percorridos. As manutenções são mais baratas e há ainda isenção de Imposto Único de Circulação no primeiro ano.

Em estacionamentos municipais e em portagens, há descontos e isenções em vários concelhos. Lisboa, Porto e Cascais têm tarifários reduzidos para elétricos. Somando tudo, a poupança anual pode ultrapassar os 1.500 euros para quem use o carro todos os dias.

O que fazer enquanto o aviso não sai

O ideal é ir à página do Fundo Ambiental e ativar o alerta de novidades. Vale também a pena visitar concessionários e pedir simulações com o apoio já descontado, para perceber qual o modelo que encaixa no orçamento.

Quem tem um carro antigo na garagem que mal anda pode adiantar tratamentos de IUC e seguro, ou começar a tratar do abate em centros certificados. Estar com tudo preparado pode fazer a diferença entre receber o cheque ou ficar a ver o dinheiro a sair para outro.

Esta é, para já, uma das melhores oportunidades de 2026 para baixar a fatura do automóvel em Portugal. Quem hesitar arrisca-se a ficar a ver a galera passar com matrícula nova e a sua continua a beber gasóleo a 1,80 euros.

Fonte oficial: Fundo Ambiental — Ministério do Ambiente e Energia.

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