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Hoje a Igreja celebra São Paulo VI, o Papa que conduziu o Concílio Vaticano II ao seu final, escreveu cartas inesquecíveis e teve a coragem de abrir a Igreja a uma nova era — sem nunca trair o Evangelho.
Quem foi
Giovanni Battista Montini nasceu em 1897, em Concesio (Itália). Filho de um jornalista católico e de uma mãe profundamente piedosa. Ordenou-se sacerdote em 1920. Foi diplomata no Vaticano durante décadas, conhecido pela inteligência tranquila e pela enorme cultura.
Foi nomeado Arcebispo de Milão em 1954, onde mostrou um pastor próximo dos operários (era conhecido por descer às fábricas para ouvir os trabalhadores). Foi feito Cardeal em 1958 e, em 21 de junho de 1963, foi eleito Papa.
O Concílio e as suas grandes obras
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Paulo VI herdou o Concílio Vaticano II, iniciado por São João XXIII, e conduziu-o até ao fim (1965). Foi sob a sua mão que se aprovaram documentos que marcaram a Igreja contemporânea: Lumen Gentium, Dei Verbum, Gaudium et Spes, Nostra Aetate.
Foi também o primeiro Papa moderno a viajar pelo mundo: Terra Santa, Índia, Nações Unidas, Portugal (estive em Fátima em 1967, no 50.º aniversário das aparições). Encontrou-se com líderes de outras religiões. Encontrou o Patriarca de Constantinopla — um abraço que pôs fim a séculos de divisão.
A encíclica que mudou tudo
Em 1968 publicou a famosa Humanae Vitae, defendendo a sacralidade da vida e do amor conjugal. Foi muito criticado então — mas o tempo provou-lhe razão. Foi também ele que escreveu Populorum Progressio (1967), o grande grito da Igreja pela justiça social, dizendo que “o desenvolvimento é o novo nome da paz.”
Em Portugal
Paulo VI tem com Portugal uma ligação especial: foi o primeiro Papa a vir a Fátima. A 13 de maio de 1967, em peregrinação ao Santuário no 50.º aniversário das aparições, falou aos milhares de portugueses presentes com uma emoção que muitos recordam até hoje.
Curiosidades
- Foi canonizado pelo Papa Francisco em 2018.
- Era apaixonado por arte e literatura — chegou a escrever poesia.
- Disse uma das frases mais belas de qualquer Papa: “A Igreja deve sentir-se irmã de todos os homens.”
Oração a São Paulo VI
São Paulo VI,
Papa do diálogo e da coragem,
tu que soubeste guiar a Igreja
em tempos de mudança e de confusão,
intercede por nós:que saibamos manter a fé sem medo,
escutar o mundo sem perder Cristo,
servir os pobres como tu serviste,
e amar a Igreja com a ternura de filhos.Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
Mensagem final
São Paulo VI ensina-nos que ser fiel não é ser rígido. Que abrir a Igreja não é diluí-la. Que diálogo e Evangelho podem caminhar juntos. Hoje, talvez possamos perguntar: o que posso eu, hoje, fazer para que a fé chegue a alguém que ainda não a conheceu?
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