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Evangelho do Dia (25/05): “Eis a tua mãe” — Maria ao pé da Cruz

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Há momentos no Evangelho em que tudo se decide em duas ou três palavras. Hoje é um desses dias. Estamos ao pé da Cruz. Jesus está prestes a entregar o espírito. E, no meio da agonia, encontra ainda força para um último gesto de amor: dar-nos uma mãe.

Evangelho — São João 19, 25-34

Junto à cruz de Jesus, estavam de pé sua Mãe e a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cleopas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua Mãe, e ao lado dela o discípulo que Ele amava, disse à Mãe:

«Mulher, eis o teu filho.»

Depois disse ao discípulo:

«Eis a tua mãe.»

E, daquela hora em diante, o discípulo acolheu-a em sua casa.
[…]
Um dos soldados trespassou-Lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.

Palavra da Salvação.

Reflexão pastoral

Há uma força silenciosa neste texto que nunca deixa de me comover. Jesus está pregado numa cruz. A Sua Mãe está de pé — de pé, repare-se — diante do filho a morrer. E nesta hora extrema, em vez de pensar no Seu próprio sofrimento, Jesus pensa em nós.

“Eis a tua mãe.” Quatro palavras. Mas que abriram para sempre o coração de Maria a toda a humanidade.

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João, o discípulo amado, representa-nos a cada um. “Daquela hora em diante, o discípulo acolheu-a em sua casa.” A casa de João tornou-se a primeira casa cristã onde Maria foi mãe e família. E desde então, quem acolhe Maria em sua casa, acolhe também Jesus.

Uma mãe que fica de pé

Reparemos noutro detalhe: Maria, no Calvário, está de pé. Não desmaia. Não foge. Não amaldiçoa ninguém. Está de pé.

Quantas mães, em Portugal, conhecemos com esta postura? Mães que enterraram filhos no mar, na emigração, na doença. Mães que continuaram a pôr a mesa de manhã mesmo com a alma feita em pedaços. Maria é mãe destas mães. Está ao lado delas. Compreende-as como mais ninguém.

E é também mãe dos que sofrem agora, hoje, neste preciso minuto. Talvez seja a sua casa. Talvez seja o seu coração. Não está sozinho. Maria está aqui, de pé.

“Sangue e água”

A passagem termina com uma imagem misteriosa: do lado aberto de Jesus brotam sangue e água. Os Padres da Igreja interpretaram desde sempre estas duas realidades como Eucaristia e Baptismo — os dois sacramentos que fazem nascer e alimentar a Igreja. Por isso a Igreja nasce, simbolicamente, no momento em que Maria recebe o título de Mãe.

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Nasce do lado de Cristo, ao pé de Maria. Esta é a Igreja que continua, hoje, a estender os braços à humanidade.

Aplicação para a vida

  • Hoje, ao chegar a casa, faça como João: acolha Maria em sua casa. Coloque uma imagem dela à vista. Reze uma Ave-Maria diante dela.
  • Se estiver a sofrer, não fique sozinho. Maria está de pé ao seu lado. Diga-Lhe simplesmente: “Mãe, fica.”
  • Lembre-se de uma mãe que conhece e que precisa de uma palavra de conforto. Envie-lhe uma mensagem ainda hoje.

Oração final

Jesus, do alto da Cruz
entregaste-nos a vossa Mãe.
Obrigado pelo último presente
que ofereceste antes de morrer.

Maria, Mãe da Igreja,
acolhei-me em vossa casa
como acolhestes o discípulo amado.
Ensinai-me a estar de pé
nas cruzes da minha vida.

Amém.

Que esta segunda-feira seja, para si, o primeiro dia de uma vida sempre acompanhada por uma Mãe que nunca se sentou.


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