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O Complemento Solidário para Idosos (CSI) está mais alto em 2026: sobe para 670 euros por mês. O reforço de 40 euros mensais entrou em vigor no início do ano e já está a chegar à conta dos beneficiários.
O valor representa um aumento de 6,24% face a 2025 — uma das maiores subidas dos últimos anos para esta prestação destinada aos pensionistas com menos recursos.
Mas há milhares de idosos em Portugal que cumprem os requisitos e nunca pediram o apoio. Muitos por desconhecimento, outros por receio da burocracia.
Quanto é o novo valor do Complemento Solidário para Idosos
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O valor de referência do CSI passou de 630 euros para 670 euros mensais a partir de 1 de janeiro de 2026. Esta atualização foi feita pelo Governo no âmbito do Orçamento da Segurança Social.
O Executivo já anunciou que a meta é continuar a subir o Complemento Solidário para Idosos de forma gradual, com o objetivo de chegar aos 870 euros mensais até 2029.
O CSI funciona como um complemento à pensão. A Segurança Social paga a diferença entre os rendimentos anuais do idoso e o valor de referência, que em 2026 fixa-se nos 8.040 euros por ano.
Quem tem direito ao CSI em 2026
Para receber o Complemento Solidário para Idosos é preciso cumprir, em simultâneo, vários requisitos:
- Ter 66 anos e 9 meses ou mais (idade normal de reforma em 2026);
- Residir em Portugal há, pelo menos, 6 anos seguidos antes do pedido;
- Ter rendimentos anuais brutos até 8.040 euros (pessoa só);
- Ter rendimentos anuais brutos até 14.070 euros (casal ou união de facto há mais de dois anos);
- Estar a receber pensão de velhice, sobrevivência ou invalidez;
- Aceitar requerer outros apoios sociais a que tenha direito.
Os rendimentos contam para o agregado familiar inteiro — não apenas os do requerente.
Como pedir o Complemento Solidário para Idosos passo a passo
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O pedido faz-se de duas formas. Online, na Segurança Social Direta, no separador “Ação Social” — “Apoios e respostas sociais” — “Complemento Solidário para Idosos”.
Presencialmente, em qualquer balcão dos serviços da Segurança Social, com marcação prévia pelo telefone 300 502 502 ou pelo site da Segurança Social.
É preciso preencher o formulário próprio e juntar fotocópias do cartão de cidadão, do cartão de pensionista, dos comprovativos de todas as pensões e subsídios recebidos (incluindo do estrangeiro, se aplicável) e da declaração de IRS mais recente.
Quanto dinheiro vai mesmo receber
O cálculo é simples mas costuma confundir. Imagine um pensionista a viver sozinho com uma reforma de 450 euros por mês — ou seja, 6.300 euros por ano (14 meses).
O CSI cobre a diferença entre os 8.040 euros anuais de referência e os 6.300 euros da pensão. São 1.740 euros por ano, divididos por 12 meses: 145 euros mensais de complemento.
O pagamento é mensal, em 12 prestações por ano. O dinheiro entra na mesma conta onde já recebe a pensão.
Os erros que tiram o direito ao apoio
O CSI não é automático. Tem de ser pedido e o processo demora entre 60 e 90 dias para resposta. Pior: a Segurança Social analisa todo o agregado familiar.
Isso inclui contas bancárias com saldos elevados, imóveis para além da habitação própria e rendimentos de filhos que vivam com o idoso. Bens acima de determinados limites podem retirar o direito ao apoio.
O subsídio pode ser revisto a qualquer momento. Se a situação financeira mudar, é obrigatório comunicar à Segurança Social no prazo de 10 dias úteis.
Atenção às atualizações automáticas
Quem já recebe o Complemento Solidário para Idosos não precisa de fazer novo pedido. A atualização para os 670 euros é automática e foi aplicada a partir da pensão de janeiro.
Os novos beneficiários têm, no entanto, de avançar com o pedido. Não há prazo limite — o CSI pode ser pedido a qualquer altura, desde que se cumpram os requisitos.
Vale a pena fazer as contas. Uma família com um idoso pode estar a perder centenas de euros por ano por nunca ter dado entrada no processo. E o valor só tende a subir nos próximos anos.
Fonte oficial: gov.pt — Pedir o Complemento Solidário para Idosos

