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Faltam poucos dias para a greve geral 3 de junho e o país prepara-se para um dia diferente. A paralisação convocada pela CGTP arrasta transportes, hospitais e escolas de norte a sul. Quem depende do metro, do comboio ou do autocarro para chegar ao trabalho deve começar a fazer contas à vida.
Os pré-avisos já entregues mostram um cenário largo. Há sindicatos a marcar adesão em quase todos os setores públicos. E há empresas privadas, dos correios às oficinas, que confirmam também ficar paradas durante 24 horas.
Este guia rápido reúne o que se sabe até agora sobre que serviços vão parar e onde acompanhar as últimas atualizações antes do dia 3.
Greve geral de norte a sul: a lista dos transportes parados
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Os pré-avisos de greve cobrem praticamente todas as grandes operadoras públicas de passageiros. A Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações já confirmou que vão aderir os trabalhadores de várias empresas, entre elas:
- CP — Comboios de Portugal, com possíveis supressões em todas as linhas
- Metro de Lisboa, com adesão prevista nos vários serviços
- Metro do Porto e STCP, no eixo da Área Metropolitana
- Carris e Carristur, na cidade de Lisboa
- Transtejo / Soflusa, nas ligações fluviais do Tejo
- Fertagus, na ponte 25 de Abril
- Metro Mondego, na zona de Coimbra
A adesão concreta só vai ser conhecida no próprio dia. Mesmo assim, os sindicatos garantem que a paralisação será sentida desde a primeira hora da manhã.
Serviços mínimos na greve geral: o que continua a funcionar
A lei obriga a definir serviços mínimos em áreas essenciais durante uma greve geral. Nos transportes, a regra é simples: garantir as ligações de e para hospitais, escolas e zonas de difícil cobertura, sobretudo em horas de ponta.
O passageiro que precisar mesmo de se deslocar deve consultar as páginas oficiais das operadoras na véspera. A CP costuma publicar listas com os comboios que circulam e os que ficam cancelados. O Metro de Lisboa e a Carris fazem o mesmo nos seus portais e nas redes sociais.
Quem trabalha por turnos ou tem consultas marcadas no dia 3 deve prevenir-se: ligar para a entidade, confirmar se há transporte alternativo e, se possível, antecipar deslocações para o dia anterior.
Saúde e enfermeiros: hospitais com urgências reduzidas
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O Sindicato dos Enfermeiros aderiu formalmente à greve. A paralisação decorre entre as 00h00 e as 24h00 do dia 3, com efeitos a começar já no turno da noite anterior.
Os hospitais garantem o atendimento de urgências absolutas e cuidados continuados que não podem esperar. Em contrapartida:
- As consultas externas programadas podem ser adiadas
- As cirurgias convencionais não urgentes ficam suspensas
- Os exames de rotina são remarcados pela própria unidade
Quem tinha consulta ou cirurgia agendada deve ser contactado pelo hospital. Na dúvida, vale a pena confirmar diretamente pelo telefone do serviço.
Escolas, função pública e correios também aderem
A FENPROF entregou pré-aviso de adesão à greve em todos os estabelecimentos de educação e ensino, públicos ou privados, do pré-escolar ao superior. Pais com filhos na escola devem confirmar com a direção se haverá atividades letivas ou se as crianças ficam entregues a si próprios.
Na função pública, sindicatos das finanças, da justiça e dos serviços centrais já confirmaram a adesão. Os CTT também têm pré-aviso entregue para o mesmo dia, com possível atraso na entrega de correio e encomendas.
Quem depende dos transportes: cinco coisas que pode fazer já
Para reduzir o impacto da greve no dia a dia, há passos simples que ajudam a evitar surpresas:
- Pedir ao patrão para fazer teletrabalho nesse dia, sempre que a função o permita
- Combinar boleia partilhada com colegas e poupar combustível
- Verificar se o trajeto tem linhas alternativas de autocarro privado
- Reagendar consultas e marcações não urgentes para outra data
- Carregar antes o saldo do passe ou o Navegante para evitar filas
Quem mora longe da cidade e usa o comboio diariamente deve considerar tirar férias ou meio-dia. Em greves anteriores, milhares de pessoas ficaram retidas em estações sem qualquer ligação.
Greve geral: onde acompanhar atualizações fiáveis
Nos dias antes da paralisação, várias fontes oficiais publicam listas atualizadas:
- Páginas das operadoras de transporte (cp.pt, metrolisboa.pt, metrodoporto.pt, carris.pt)
- Comunicados da DGERT — Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho
- Redes sociais oficiais dos sindicatos com pré-aviso entregue
- Imprensa nacional, com cobertura ao minuto desde a véspera
O passageiro deve evitar partilhar listas não oficiais que circulam nas redes sociais. Muitas misturam dados antigos com pré-avisos por confirmar e podem gerar confusão.
Um dia para planear com calma
A greve geral 3 de junho vai mexer com a rotina de muita gente. Para uns, é apenas um inconveniente. Para outros, pode significar faltar ao trabalho ou adiar uma cirurgia esperada há meses.
O melhor a fazer é encarar o dia com antecipação. Confirmar agora as consultas, falar com o patrão sobre alternativas e ter um plano B para chegar a casa. Quem se prepara, sofre menos quando o autocarro não aparece.
Para acompanhar atualizações sobre serviços mínimos definidos para o dia 3, pode consultar a página oficial da DGERT com a

