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A sardinha voltou às grelhas e o cheiro a carvão já anuncia os Santos Populares. Mas quem se preparar para a tradicional sardinhada nos arraiais este ano leva um susto na carteira: o preço subiu e há tasquinhas a cobrar até cinco euros pela sardinha no pão.
A época de pesca arrancou em junho e traz ao mercado o peixe gordo do Atlântico no seu melhor. O problema é a conta final. Entre a primeira venda na lota e a brasa do arraial, o valor multiplica-se e mexe com o orçamento das famílias que não querem faltar à festa.
Quanto custa a sardinha nos arraiais em 2026
Nos bairros mais tradicionais, a sardinha assada ronda os 1,50 a 2 euros por unidade. Em zonas turísticas, o preço dispara e chega aos 4 euros por peixe. A célebre sardinha no pão já é vendida por cinco euros em alguns pontos de Lisboa, valor que faz muita gente pensar duas vezes antes de pedir a segunda.
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A diferença depende de três fatores: o bairro, a frescura do peixe e o que cada tasquinha junta ao prato. Onde há fila e grelha sempre cheia, paga-se mais, mas come-se melhor.
O preço na lota mais do que duplicou
A subida começa na origem. No primeiro dia de pesca, o cabaz de sardinha mais do que duplicou de preço face ao arranque da época anterior. A sardinha grande e gorda atingiu cerca de 60 euros por cabaz de 22,5 quilos em primeira venda.
Quando o peixe escasseia nos dias de maior procura, o grossista pode chegar aos 19 euros por quilo. É esse valor que depois se reflete na brasa do arraial e explica por que motivo a sardinhada ficou mais cara.
Porque é que a sardinha está mais cara
A explicação cruza procura e oferta. Junho concentra os três santos — Santo António a 13, São João a 23 e 24, e São Pedro a 29 — e toda a gente quer sardinha ao mesmo tempo. A procura explode em poucas semanas.
Do outro lado, a pesca tem dias bons e dias fracos, condicionados pelo tempo e pelas quotas. Quando a captura baixa mesmo no pico das festas, o preço sobe de imediato. É o reverso da tradição: quanto maior a festa, mais cara fica a iguaria.
Como gastar menos na sardinhada
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Há margem para poupar sem abdicar do ritual. Algumas ideias práticas:
- Procurar arraiais de bairro fora do centro, onde a sardinha custa metade do preço das zonas turísticas.
- Comprar o peixe fresco na peixaria ou no supermercado e assar em casa, no terraço ou no quintal.
- Aproveitar promoções de peixaria nas grandes superfícies durante o mês de junho.
- Optar por sardinha mais pequena, que assa melhor e sai mais em conta do que a grande e gorda.
- Ir cedo ao arraial, antes do peixe escassear e o preço por unidade subir.
Como escolher a melhor sardinha no arraial
O segredo está na grelha. Se a brasa está em movimento constante e o peixe sai rápido, é sinal de que a sardinha é fresca e há rotação. Grelha parada com peixe à espera costuma significar o contrário.
O olho brilhante, a pele prateada e firme e o cheiro a mar — e não a peixe velho — são os melhores indicadores. Uma boa sardinha assada precisa apenas de sal grosso, brasa forte e uma fatia de pão por baixo a apanhar a gordura.
Vale a pena este ano?
Mesmo mais cara, a sardinha continua a ser o símbolo do verão português e o centro das mesas de junho. A diferença é que, em 2026, convém escolher bem onde comer e fazer contas antes de pedir a terceira rodada no arraial.
Quem planear com antecedência, fugir das zonas turísticas e aproveitar as promoções consegue manter viva a tradição sem esvaziar a carteira. A sardinha pode estar mais cara, mas o cheiro a brasa e a festa na rua não têm preço.
Fonte: ECO — Economia Online.

