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Portugal volta a ferver neste fim de semana, com os termómetros a passarem os 39 °C em várias regiões e avisos amarelos em vigor. Para fugir ao calor, muita gente liga o ar condicionado e deixa-o a trabalhar horas a fio — e é aí que a fatura da luz começa a disparar.
A boa notícia é que dá para arrefecer a casa sem levar um susto no fim do mês. O segredo está na temperatura a que coloca o aparelho e em meia dúzia de gestos simples que mudam tudo no consumo.
A DECO PROteste fez as contas, e o número certo não é tão baixo como muita gente pensa. Veja qual é e como tirar o máximo do ar condicionado sem castigar o bolso.
Qual é a temperatura ideal do ar condicionado
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O ponto de equilíbrio entre conforto e poupança está entre os 23 °C e os 26 °C. Acima disto perde-se frescura; abaixo, queima-se dinheiro sem ganhar quase nada em bem-estar.
A conta da DECO PROteste é clara: por cada grau abaixo deste intervalo, o gasto sobe cerca de 7%. Num mês de calor a trabalhar várias horas por dia, esses graus a mais pesam, e bem, no valor final da conta da luz.
O erro que faz a fatura disparar
Há um mito que sai caro: pôr o ar condicionado nos 18 °C para arrefecer a casa mais depressa. O aparelho não baixa a temperatura mais rápido por estar regulado num valor extremo — apenas trabalha durante mais tempo e consome muito mais.
O resultado é uma casa gelada de madrugada, uma noite mal dormida e uma fatura que não para de crescer. Regular nos 24 °C ou 25 °C arrefece na mesma e protege a carteira.
Limpe os filtros antes da vaga de calor
Um aparelho sujo ou mal calibrado precisa de funcionar mais tempo para chegar à mesma temperatura. Por isso, antes de cada onda de calor, vale a pena:
- Limpar os filtros, que retêm pó e bloqueiam o fluxo de ar;
- Verificar a carga de gás refrigerante;
- Confirmar que as grelhas de saída não estão tapadas por móveis ou cortinas.
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A troca ou limpeza mensal do filtro chega a poupar até 20% da energia que o equipamento consome. É dos gestos mais baratos com maior efeito na conta.
Fechar a casa de dia, abrir à noite
O ar condicionado faz metade do trabalho se a casa já estiver protegida do sol. Durante as horas de maior calor, mantenha janelas, estores e portadas fechados para travar a entrada de ar quente.
Ao fim da tarde e à noite, quando a temperatura lá fora desce, abra tudo e deixe a casa respirar. Muitas vezes essa corrente de ar fresco dispensa o aparelho durante boa parte da noite.
Os gestos que cortam mais 10% na conta
Para além do aparelho, há hábitos que aliviam a fatura de forma quase invisível:
- Desligar da tomada os equipamentos em standby — só este gesto pode poupar até 10% da eletricidade;
- Usar a ventoinha de teto para distribuir o ar fresco e desligar o aparelho mais cedo;
- Trocar lâmpadas antigas por LED, que aquecem menos a divisão;
- Cozinhar nas horas mais frescas para não somar calor à casa.
Pode mudar de tarifa quando quiser
Desde 1 de janeiro de 2026, os consumidores domésticos podem mudar a tarifa da eletricidade a qualquer momento, sem esperar 12 meses. Quem usa muito o ar condicionado à noite pode passar para uma tarifa bi-horária e pagar menos pela energia consumida fora das horas de ponta.
Antes de mudar, compare as ofertas e analise os seus hábitos. Às vezes a poupança está menos no aparelho e mais no plano que tem contratado.
Frescura sem sustos na conta
O calor deste fim de semana é para levar a sério, mas refrescar a casa não tem de ser sinónimo de fatura pesada. Com o ar condicionado regulado nos 24 °C, os filtros limpos e a casa fechada nas horas críticas, passa o verão fresco e com a conta da luz controlada.
Fonte oficial: DECO PROteste.

