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O Complemento Solidário para Idosos volta a estar no centro das atenções em 2026. O apoio sobe para um máximo de 670 euros por mês, mais 40 euros do que no ano passado, e chega a milhares de pensionistas com baixos rendimentos em Portugal.
A medida faz parte do reforço da ação social e procura aliviar quem vive a reforma com pouco dinheiro ao fim do mês. Muitos idosos têm direito e nem sequer sabem.
Reunimos aqui, de forma simples, quanto se recebe, quem pode pedir e como fazer o pedido sem complicações.
Quanto passa a receber em 2026
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O valor de referência do Complemento Solidário para Idosos passou a ser de 8040 euros por ano. Na prática, isto corresponde a um máximo de 670 euros por mês para um idoso sem qualquer rendimento.
O apoio não é igual para todos. O que se recebe é a diferença entre esse valor de referência e os rendimentos que a pessoa já tem. Quem tem mais rendimento próprio recebe menos complemento; quem não tem nada chega ao topo da tabela.
Como é feita a conta
A regra é direta. A Segurança Social pega no valor de referência anual, subtrai os rendimentos anuais do idoso e divide o resultado por 12 meses.
Um exemplo ajuda a perceber. Quem tenha 4800 euros de rendimentos por ano fica com uma diferença de 3240 euros. Dividida por 12, dá cerca de 270 euros mensais de complemento.
Quem tem direito ao apoio
Para receber o Complemento Solidário para Idosos é preciso cumprir alguns requisitos ao mesmo tempo:
- Ter 66 anos e 9 meses ou mais, a atual idade da reforma.
- Receber pensão de velhice do regime geral da Segurança Social.
- Ter rendimentos anuais até 8040 euros, no caso de viver sozinho.
- Ter rendimentos até 14 070 euros por ano, no caso de casados ou em união de facto há pelo menos dois anos.
- Residir em Portugal há, no mínimo, seis anos antes do pedido.
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Também há lugar para alguns pensionistas de invalidez, desde que não recebam a prestação social para a inclusão nem tenham acesso à pensão social.
Que rendimentos contam para a Segurança Social
Não entra só a pensão. A Segurança Social olha para o conjunto dos rendimentos do agregado, incluindo outras pensões, juros de poupanças e rendimentos de bens.
Por isso, duas pessoas com a mesma reforma podem ter direito a valores diferentes. Vale a pena reunir tudo antes de avançar, para não haver surpresas no cálculo.
Como pedir o Complemento Solidário
O pedido faz-se na Segurança Social. Pode ser tratado online, através da Segurança Social Direta, ou de forma presencial num atendimento, com marcação prévia.
É preciso preencher o requerimento próprio e juntar os documentos sobre rendimentos e situação familiar. Depois de entregue, os serviços analisam o caso e comunicam a decisão e o valor atribuído.
Porque é que tantos idosos ficam de fora
O maior obstáculo continua a ser a falta de informação. Há quem ache que não tem direito por já receber uma pequena reforma, quando na verdade o Complemento Solidário para Idosos existe precisamente para somar a essas pensões mais baixas.
Outros desistem por causa da papelada. Pedir ajuda numa junta de freguesia, numa instituição local ou a um familiar de confiança pode fazer toda a diferença para chegar ao fim do processo.
Vale a pena verificar a sua situação
Se tem um familiar idoso com reforma baixa, este é o momento de confirmar as contas. Quarenta euros a mais por mês podem parecer pouco no papel, mas pesam muito no orçamento de quem vive com o essencial.
O Complemento Solidário para Idosos não é um favor. É um direito de quem trabalhou uma vida inteira e merece terminar os dias com mais tranquilidade. Confirme se a sua família pode receber e não deixe este apoio passar ao lado.
Fonte oficial: gov.pt — Pedir o Complemento Solidário para Idosos.

