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O Programa E-LAR está a pagar a fatura da mudança que muitas famílias adiavam há anos: trocar o fogão a gás e o esquentador por equipamentos elétricos mais eficientes. E, em muitos casos, sem gastar um cêntimo.
A 2.ª fase do apoio do Fundo Ambiental continua aberta e a comparticipação pode chegar aos 100%. Quem tem Tarifa Social de Energia Elétrica recebe ainda a instalação e a recolha do equipamento velho. Mas há uma data a marcar no calendário: as candidaturas terminam a 30 de junho de 2026 — ou mais cedo, se o dinheiro acabar antes.
O que é o Programa E-LAR
O Programa E-LAR é um apoio do Estado, gerido pelo Fundo Ambiental, para eletrificar as casas portuguesas. Na prática, ajuda as famílias a deixar o gás e a passar para equipamentos elétricos de baixo consumo.
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O objetivo é duplo. Por um lado, combater a pobreza energética e baixar a fatura no fim do mês. Por outro, retirar de circulação aparelhos a gás antigos, encaminhando-os para reciclagem.
A dotação desta 2.ª fase é de 60,8 milhões de euros, repartida entre quem tem Tarifa Social e as restantes famílias. O apoio é uma subvenção a fundo perdido — não há nada para devolver.
Quem se pode candidatar
O programa abrange todo o Portugal Continental e divide os candidatos em dois grupos:
- Beneficiários da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) — titulares de um contrato de luz com tarifa social aplicada.
- Outras pessoas singulares — qualquer adulto titular de um contrato de fornecimento de eletricidade.
Os requisitos são simples: ser maior de idade e ter um contrato de luz em seu nome. Não é preciso justificar o nível de rendimentos para o segundo grupo.
Que equipamentos o Estado paga
O apoio cobre a substituição de aparelhos a gás por elétricos. Os montantes máximos elegíveis são:
- Placa elétrica de indução — até 369 €
- Forno elétrico — até 369 €
- Conjunto placa + forno — até 738 €
- Termoacumulador elétrico — até 615 €
- Placa elétrica convencional — até 179,6 €
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Os equipamentos têm de ter classe energética «A» ou superior, com exceção das placas elétricas. Nos termoacumuladores com mais de 30 litros, a classe mínima exigida é «B».
Tarifa Social tem uma vantagem a mais
Aqui está a diferença que pesa na carteira. Quem tem Tarifa Social não paga apenas o equipamento — recebe também os serviços associados:
- Transporte do equipamento — até 50 €
- Instalação de placas, fornos ou combinado — até 100 €
- Instalação do termoacumulador — até 180 €
- Remoção do aparelho antigo a gás — até 50 €
Para as restantes famílias, estes serviços não são comparticipados. O apoio limita-se ao valor do equipamento.
Como funciona a candidatura
A compra e a instalação só podem ser feitas através de fornecedores previamente qualificados pelo programa. Não vale comprar a placa no primeiro sítio que aparece e pedir o reembolso depois.
O caminho é este: escolher uma entidade aderente, selecionar os equipamentos elegíveis e submeter a candidatura no portal do Fundo Ambiental. Há ainda uma regra a reter — não se pode pedir apoio para equipamentos já financiados na 1.ª fase do E-LAR.
O prazo está a contar
As candidaturas estão abertas desde 11 de dezembro de 2025 e têm como limite o dia 30 de junho de 2026. A ressalva é importante: o programa fecha mais cedo se a verba esgotar antes dessa data.
A 1.ª fase do E-LAR esgotou em poucos dias. Quem está a pensar trocar o gás por elétrico não deve deixar a decisão para a última semana.
Vale a pena dar o passo
Trocar o gás por elétrico deixou de ser um luxo para virar uma oportunidade ao alcance de quem mais precisa. O Programa E-LAR tira o peso do investimento inicial e devolve às famílias algo simples: uma cozinha que aquece sem o medo da próxima fatura.
Se a sua casa ainda depende do gás, este pode ser o momento. Consulte as condições e a lista de fornecedores no site oficial do Fundo Ambiental antes que a verba acabe.

