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Pensemos por instantes em Joana d’Arc, a santa que hoje celebrámos.
Tinha 13 anos quando começou a ouvir as vozes que diziam ser do Arcanjo São Miguel. Tinha 17 quando saiu da sua aldeia para falar com o Delfim. Aos 18 comandava exércitos. Aos 19 morreu na fogueira, dizendo apenas: “Jesus, Jesus, Jesus.”
Toda esta história começa com uma palavra: escutar.
A arte de ouvir Deus
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Vivemos numa época em que escutar se tornou raro. Estamos sempre rodeados de barulho — notificações, vídeos, rádios, conversas. E muitas vezes — sejamos honestos — nem ouvimos as pessoas que vivem connosco. Quanto menos ouviremos Deus?
E no entanto, Deus continua a falar. Não com vozes audíveis (esses são casos raros e excepcionais, como Joana). Mas fala. No silêncio depois da Comunhão. Numa frase do Evangelho que nos toca. Num conselho de alguém sábio. Num pensamento que aparece a meio da noite. Numa coincidência que não é coincidência.
Para esta tarde
Faça um pequeno exercício: encontre 10 minutos de silêncio absoluto algures hoje. Pode ser no jardim, na sua cozinha, no caminho para algum lado. Sem música, sem telemóvel, sem pensar em listas. Apenas estar.
E pergunte interiormente: “Senhor, o que me quereis dizer hoje?”
E ouça.
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Talvez não venha resposta. Talvez venha. Mas o exercício de ouvir já é, em si, oração.
Para terminar
Senhor, dai-me ouvidos para Vos escutar.
Que eu não Vos perca por excesso de barulho.
E que tenha, como Joana, a coragem
de obedecer ao que ouvir.
Amém.
Boa tarde. Que esta tarde de sábado lhe traga silêncio e paz.
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