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A inspeção do carro em 2026 ficou mais cara e quem se esquecer da data pode levar com uma multa que vai até 1.250 euros. O aumento entrou em vigor a 1 de janeiro e apanha quase todos os condutores que circulam em Portugal.
Os novos preços foram publicados em Diário da República, na Deliberação n.º 1598-A/2025, e seguem a inflação calculada pelo INE. O valor já inclui o IVA a 23% e é igual em qualquer centro autorizado pelo IMT, de norte a sul do país.
O problema é o que acontece quando o carro circula sem inspeção válida. As coimas começam nos 250 euros e podem chegar a 1.250 euros, dependendo da gravidade. Quem é apanhado num radar ou numa fiscalização pode também perder a possibilidade de circular até regularizar a situação.
Quanto custa a inspeção do carro em 2026
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O novo preço da inspeção periódica obrigatória para ligeiros é de 37,47 euros, com IVA incluído. É mais 0,83 euros do que no ano passado. Parece pouco, mas multiplicado por mais de cinco milhões de veículos a circular, é uma fatura pesada.
Para os pesados, o valor subiu de 54,85 para 56,08 euros. Já as motas, triciclos e quadriciclos pagam 18,87 euros, mais 42 cêntimos do que em 2025. Os preços estão tabelados e ninguém pode cobrar mais — se cobrarem, pode reclamar no IMT.
Multa pesada para quem falhar a inspeção
Circular sem inspeção válida é uma contraordenação grave. A coima varia entre 250 e 1.250 euros e quem não tiver a ficha de inspeção dentro do carro também pode pagar entre 60 e 300 euros, mesmo que a inspeção esteja em dia.
Pode parecer um detalhe, mas a ficha tem de andar sempre com o condutor. Em fiscalizações de rotina da GNR e da PSP, é um dos documentos mais pedidos a seguir à carta e ao seguro.
Quando tem mesmo de ir à inspeção
Os prazos dependem da idade do automóvel. Os ligeiros de passageiros estão isentos nos primeiros quatro anos. Depois, passam pela inspeção de dois em dois anos, até aos oito anos de idade. A partir daí, a inspeção é anual e não há volta a dar.
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O prazo está sempre ligado à data da matrícula. O IMT envia avisos por SMS aos condutores que têm o número registado no portal, mas a responsabilidade é sempre do dono do veículo. Se passar a data, conta como inspeção em falta.
O que olham no centro de inspeções
O centro de inspeções verifica travões, faróis, suspensão, pneus, direção e emissões poluentes. Também é avaliado o estado da carroçaria, dos cintos, dos espelhos e do parabrisas. Se houver luzes do tablier acesas, é quase certo que a inspeção dá reprovação.
Quem reprova tem 30 dias para repetir a inspeção, depois de fazer as reparações. A segunda passagem é mais barata e só verifica o que estava mal. Mas se passar dos 30 dias, paga inspeção nova como se fosse a primeira vez.
Truques para não falhar à primeira
Há gestos simples que poupam dinheiro e tempo no dia da inspeção. Vale a pena verificar antes os pneus, as luzes todas (inclusive matrícula e mínimos), os limpa-vidros e os níveis. Um líquido lava-vidros vazio pode chumbar o carro.
Outra dica é levar o carro lavado por baixo. Se o inspetor não conseguir avaliar bem a suspensão ou os tubos por causa da sujidade, pode marcar reprovação por inacessibilidade. Custa 6 euros uma lavagem, contra 37 euros de uma nova inspeção.
Calendário e descontos para algumas categorias
Os táxis, veículos de aluguer e ambulâncias têm calendários próprios e mais apertados, com inspeções anuais desde o primeiro ano. Os carros clássicos com matrícula histórica também têm regras especiais, com inspeções de cinco em cinco anos depois dos 30 anos do automóvel.
Os veículos elétricos não escapam à inspeção, ao contrário do que muitos pensam. O que muda é o foco — em vez das emissões, são olhadas com lupa as baterias, os cabos e a integridade elétrica. O preço, esse, é igual.
Marcar a inspeção é mais fácil online
Hoje em dia, quase todos os centros aceitam marcação online. Basta escolher a data, a hora e o centro mais próximo. É uma forma de evitar filas e de garantir que o carro entra sem espera, principalmente em meses de pico como junho, julho e dezembro.
A inspeção do carro em 2026 fica um pouco mais cara, mas o verdadeiro perigo continua a ser ignorá-la. Por 37 euros, o condutor evita uma multa quatro vezes superior — e circula mais seguro.
Fonte oficial: IMT — Instituto da Mobilidade e dos Transportes e Portal gov.pt.

