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A Feira do Livro de Lisboa 2026 abre hoje portas no Parque Eduardo VII e fica até 14 de junho. São 19 dias para descobrir livros a preços de feira, cinema ao ar livre, concertos à sexta-feira e uma novidade insólita: cabinas para ler em silêncio com auscultadores.
A 96.ª edição traz 350 stands, mais de 900 chancelas editoriais e 3.200 eventos. A entrada é gratuita.
Quem já conhece sabe que o Parque enche depressa ao fim da tarde. Quem nunca foi tem aqui o guia rápido para não andar à deriva pela colina.
Quando ir à Feira do Livro de Lisboa 2026
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A feira arranca a 27 de maio e fica aberta até 14 de junho de 2026. O horário muda conforme o dia:
- Segunda a quinta: das 12h00 às 22h00
- Sexta-feira e vésperas de feriado: das 12h00 às 23h00
- Sábado: das 10h00 às 23h00
- Domingo e feriados: das 12h00 às 22h00
O melhor truque é fugir das horas de ponta. Quem aparece antes das 15h00 ou já depois das 21h00 evita filas nos stands mais procurados e consegue conversar à vontade com os livreiros.
Como chegar ao Parque Eduardo VII sem stress
O metro é a opção mais rápida. Sai-se em Marquês de Pombal (linhas amarela e azul) ou em São Sebastião (linha azul) e a feira fica à vista. De autocarro, várias carreiras da Carris param no Marquês.
Quem vai de carro deve contar com trânsito complicado e estacionamento difícil em redor do parque. Há parques pagos no El Corte Inglés e no Amoreiras, mas saem caros para uma tarde de passeio.
O que custa um livro na feira
O atrativo de sempre mantém-se: descontos entre 10% e 50% sobre o preço de capa. Algumas editoras chegam aos 70% em saldos de fim de stock. Os livros recém-saídos costumam ter 10%, mas os fundos de catálogo e as edições antigas baixam muito mais.
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Vale a pena passar pelos pavilhões dos pequenos editores. Este ano o espaço foi renovado e ali aparecem títulos que não se encontram nas livrarias das grandes superfícies. Poesia, ensaio, traduções raras, banda desenhada de autor.
Cinema, concertos e leitura silenciosa
A grande novidade de 2026 dá pelo nome de “leitura silenciosa”. Há cabinas com auscultadores onde os visitantes ouvem narração em voz alta enquanto leem o livro em papel. Funciona em vários horários ao longo do dia e é gratuito.
O ciclo “Sextas Há Música” traz concertos ao vivo todas as sextas à noite. À mistura entram sessões de cinema ao ar livre, encontros com autores estrangeiros e oficinas para crianças. O calendário completo dos eventos está afixado nos pontos de informação do recinto.
Comer e beber sem sair do parque
O recinto tem zonas de restauração espalhadas pela alameda central. Quem quiser poupar leva sande e garrafa de água, porque os preços dentro da feira sobem em relação ao que se paga lá fora. Há bancos e zonas de sombra em vários pontos.
Atenção ao calor. Maio e início de junho costumam trazer dias quentes em Lisboa e o parque tem pouca sombra natural ao meio-dia. Quem for com crianças deve levar chapéu e protetor solar.
Levar livros ou pedir entregas
A maioria dos stands recebe Multibanco e MB Way. Alguns ainda só aceitam dinheiro, por isso convém levar algum trocado. Vários editores oferecem envio gratuito para casa quando a compra ultrapassa um certo valor, ideal para quem chega de transportes e não quer carregar sacos pesados pelas escadas do metro.
Vale a pena ir mesmo que não goste de ler
A Feira do Livro deixou de ser só um sítio de comprar livros. É um passeio. O Parque Eduardo VII oferece vistas sobre a Baixa, há música, há gente a apresentar livros e há sempre alguém famoso a passar pelos corredores. Mesmo quem não leva nenhum volume para casa sai com horas bem passadas e entrada de bolso.
O conselho final é simples: ir devagar, não tentar ver tudo num só dia, e levar uma mochila vazia. Em 19 dias passam por ali centenas de milhares de pessoas e cada qual encontra o seu livro.
Programa completo e mapa do recinto na página oficial: feiradolivrodelisboa.pt.

