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O IMI 2026 tem nova data de pagamento e muitos proprietários ainda não se aperceberam. O calendário do imposto foi automaticamente empurrado para 1 de junho porque o limite habitual, 31 de maio, calha este ano a um domingo.
A regra é simples: quando o prazo termina ao fim de semana, o Estado aceita o pagamento no primeiro dia útil seguinte. Quem deixar passar essa data fica imediatamente sujeito a coima e a juros de mora de 7,221%.
O detalhe é pequeno, mas faz a diferença entre pagar o que é devido e ver a fatura crescer junto da Autoridade Tributária.
IMI 2026: a data que muda tudo este ano
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Em 2026, o calendário fiscal sofreu um pequeno ajuste técnico. A primeira (ou única) prestação do IMI 2026 deveria ser liquidada até 31 de maio, mas como é domingo, o prazo escorrega para o dia útil seguinte: segunda-feira, 1 de junho de 2026.
É o mesmo princípio que se aplica aos pagamentos da Segurança Social ou ao IRS quando a data limite coincide com sábado, domingo ou feriado nacional.
Quanto vai pagar e em quantas prestações
O valor da fatura determina o número de prestações:
- Até 100 euros — pagamento único, todo até 1 de junho de 2026.
- Entre 100 e 500 euros — duas prestações: a primeira até 1 de junho e a segunda até 30 de novembro.
- Acima de 500 euros — três prestações: 1 de junho, 31 de agosto e 30 de novembro.
Quem tiver vários imóveis recebe uma nota de cobrança por cada um. A Autoridade Tributária envia o documento por correio postal ou pelas notificações eletrónicas, sempre até 30 de abril.
Não recebeu a nota de cobrança? Veja já no Portal das Finanças
Há proprietários que ainda hoje não viram chegar a carta ao correio. Não é motivo para entrar em pânico, mas é razão para agir.
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Basta entrar no Portal das Finanças, autenticar-se com a senha de acesso e seguir o caminho: Cidadãos → Serviços → Património → IMI → Consultar Nota de Cobrança. Aparece o valor exato, as prestações e a referência multibanco para pagar.
É o método mais rápido e evita o risco de a carta se ter perdido no caminho até à caixa do correio.
Como pagar o IMI sem perder tempo
O Estado permite várias formas de liquidar o imposto, todas válidas para a data de 1 de junho:
- Caixa Multibanco com a referência da nota de cobrança;
- Homebanking através do MB WAY ou do menu de pagamentos ao Estado;
- Aplicação móvel da Autoridade Tributária, no separador “Situação Fiscal → Pagamentos”;
- Balcão dos CTT;
- Tesouraria das Finanças.
A escolha mais prática continua a ser o homebanking ou o multibanco, porque guarda o comprovativo automaticamente.
Quem está isento do IMI em 2026
Nem todos os proprietários têm de pagar. Há duas isenções principais que valem a pena conhecer.
A isenção permanente aplica-se a famílias com rendimentos brutos até 16.824 euros por ano (2,3 vezes o IAS de 2026) e cujo imóvel destinado a habitação própria tenha um Valor Patrimonial Tributário até 71.296 euros (10 vezes o IAS).
A isenção temporária, de três anos, prolongáveis por mais dois em alguns casos, é dirigida a quem compre casa para habitação própria permanente com um VPT até 125 mil euros e rendimentos do agregado abaixo dos 153.300 euros.
Quem cumpre os requisitos tem de pedir a isenção no Portal das Finanças. Não é automática.
Coimas e juros: o que acontece se falhar 1 de junho
Quem deixar passar a data limite paga mais caro. A Autoridade Tributária aplica juros de mora à taxa anual de 7,221%, fixada para 2026 pelo Aviso n.º 18/2026.
A esse valor soma-se uma coima por contraordenação fiscal, prevista no Regime Geral das Infrações Tributárias. A multa varia conforme o tempo de atraso e o valor em causa, mas começa em cerca de 25 euros.
No limite, um IMI esquecido pode dar origem a processo de execução fiscal, com penhora de salário ou de conta bancária.
Adicional ao IMI: quem também tem de estar atento
Há ainda o Adicional ao IMI, o chamado AIMI, que recai sobre proprietários com património imobiliário acima de 600 mil euros (ou 1,2 milhões em tributação conjunta).
Este imposto extra é cobrado mais tarde, em setembro, mas é outro prazo a marcar no calendário. As taxas variam entre 0,4% e 1,5% do valor que exceder os limites legais.
Marque já a data: 1 de junho de 2026
Adiar nunca foi boa política em matéria de impostos. Com o IMI 2026 a passar para 1 de junho, há uma margem extra de 24 horas, mas o calendário continua apertado.
Quem tiver o débito direto ativado pode descansar. Os restantes proprietários devem ir ao Portal das Finanças, confirmar o valor e fazer o pagamento ainda esta semana. Vale mais resolver agora do que descobrir, em julho, que o imposto soma juros e coima.
Fonte oficial: Portal das Finanças — Calendário Fiscal 2026.

