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Golpe de calor: 7 sinais que pedem ligar já o SNS 24

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O termómetro continua a subir em Portugal continental e os hospitais já registam um aumento das urgências ligadas ao calor. A onda quente que arrasta o país desde 20 de maio empurrou Mora para perto dos 40 graus e a Direção-Geral da Saúde voltou a reforçar o alerta esta semana.

O problema não está só no termómetro. Está nas pessoas que não percebem, a tempo, que o corpo já entrou em sobrecarga. O golpe de calor é uma emergência médica e pode ser fatal em minutos se ninguém ligar para o SNS 24 ou para o 112.

Saber distinguir um simples mal-estar de um verdadeiro golpe de calor faz toda a diferença, sobretudo em idosos, crianças e pessoas com doenças crónicas. Estes são os sinais que a DGS pede para vigiar nas próximas horas.

O que é, afinal, o golpe de calor

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O golpe de calor acontece quando o organismo deixa de conseguir baixar a temperatura interna. A pele fica vermelha, quente e seca, deixa de transpirar e a temperatura corporal dispara acima dos 40 graus. A partir daí, o coração, o cérebro e os rins começam a falhar.

Não é o mesmo que esgotamento por calor, embora muita gente confunda. O esgotamento dá suores intensos, sede e palidez. O golpe de calor é o passo seguinte e exige resposta imediata.

Sete sinais de alerta que pedem ligar 808 24 24 24

  • Pele vermelha, quente e seca, sem transpirar, mesmo com calor.
  • Febre alta, geralmente acima dos 39,5 ou 40 graus.
  • Pulso rápido e forte ou, em fase grave, acelerado e fraco.
  • Dor de cabeça intensa que não passa com água nem com sombra.
  • Náuseas, vómitos ou cãibras musculares repentinos.
  • Confusão, fala arrastada ou desorientação.
  • Perda parcial ou total de consciência, ainda que breve.

Perante qualquer um destes sinais, a DGS pede que se ligue de imediato para o SNS 24 (808 24 24 24) ou para o 112, sobretudo se a pessoa estiver inconsciente ou desorientada.

Quem está em maior risco

A DGS sinaliza grupos prioritários nesta onda de calor:

  • Idosos acima dos 65 anos, em particular quem vive sozinho.
  • Crianças até aos 4 anos.
  • Grávidas.
  • Pessoas com doenças crónicas (cardíacas, respiratórias, diabetes, doença renal).
  • Trabalhadores no exterior — agricultura, construção civil, estafetas.
  • Pessoas em situação de sem-abrigo.

Nestes grupos, o golpe de calor pode instalar-se em menos de uma hora.

O que fazer enquanto a ajuda não chega

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Se identificar alguém com sinais de golpe de calor, a DGS recomenda começar logo o arrefecimento:

  • Levar a pessoa para uma zona fresca, à sombra ou com ventoinha.
  • Tirar roupa em excesso e afrouxar o que fica.
  • Aplicar panos molhados na testa, nuca, axilas e virilhas.
  • Dar água fresca em pequenos goles, só se a pessoa estiver consciente.
  • Nunca dar bebidas com cafeína nem álcool.

Estas medidas não substituem o socorro médico, mas ganham minutos preciosos.

Cuidados para evitar chegar a este ponto

A regra de ouro continua a ser beber água sem esperar pela sede — pelo menos 1,5 litros por dia, mais em dias de trabalho ao ar livre. A DGS pede ainda para:

  • Evitar sair à rua entre as 11h e as 17h.
  • Permanecer 2 a 3 horas por dia em espaços frescos ou climatizados (centro comercial, biblioteca, junta de freguesia).
  • Usar protetor solar com FPS igual ou superior a 30.
  • Optar por refeições leves, frutas e legumes ricos em água.
  • Nunca deixar crianças, idosos ou animais dentro do carro, nem por minutos.

Ligar para o SNS 24 antes de ir às urgências

O Ministério da Saúde tem repetido o apelo: nas situações que não são emergência, contactar primeiro o SNS 24 (808 24 24 24) evita urgências cheias e ajuda a triagem. A linha funciona 24 horas por dia e tem enfermeiros prontos a avaliar sintomas.

Para emergências reais — perda de consciência, convulsões, dor no peito —, o número continua a ser o 112.

Quanto tempo dura a onda de calor

Segundo o IPMA, a massa de ar quente que cobre o continente pode prolongar-se vários dias, com noites tropicais a partir dos 20 graus e máximas a tocar nos 40 no interior. Faro continua fora do aviso amarelo, mas todos os outros distritos mantêm vigilância reforçada.

O calor não pede licença para entrar em casa. Beber água, descansar à sombra e telefonar ao SNS 24 mal apareça o primeiro sinal é o que separa um susto de uma ida ao hospital. Os números estão no telemóvel — basta lembrar deles a tempo.

Fonte oficial: Direção-Geral da Saúde — Recomendações contra o calor.

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