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Perdeu o voo nas filas do aeroporto? ANAC nega indemnização

As filas no aeroporto de Lisboa estão a tirar voos a quem chega a horas. Quem perde a viagem por causa da espera no controlo de fronteira pode ficar duplamente penalizado: sem ferias e sem direito a um cêntimo de indemnização por voo perdido.

A Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) veio esclarecer esta semana o que ninguém queria ouvir. As companhias aéreas não respondem por filas que não controlam — e a lei europeia também não cobre este caso. O passageiro fica entregue a si próprio.

O aviso chega numa altura em que o aeroporto Humberto Delgado se prepara para mais um Verão difícil, com previsões de esperas que podem chegar a três horas e meia em horas de ponta.

Porque é que não há indemnização por voo perdido

A explicação está no Regulamento (CE) n.º 261/2004, que rege os direitos dos passageiros aéreos na União Europeia. Esta norma só obriga as companhias a pagar quando há recusa de embarque, cancelamento ou atraso prolongado da sua responsabilidade.

Chegar à porta de embarque depois do fecho não conta como recusa de embarque. Por isso, mesmo que a culpa seja das filas no controlo de fronteira, a transportadora aérea fica fora do raio de obrigação.

A ANAC lembra ainda que o controlo de fronteira não é responsabilidade da aviação civil, mas sim da PSP, que opera nos postos do aeroporto. Quem perde o voo nesta situação pode reclamar — mas sem garantia de receber nada.

O que está por trás das filas no aeroporto

O problema começou a 12 de outubro de 2025, com a entrada em vigor do novo Sistema de Entrada/Saída europeu, conhecido pela sigla EES. O sistema substitui o velho carimbo no passaporte por recolha de impressões digitais e fotografia de cada passageiro de fora da União Europeia.

O resultado foi imediato: tempos de espera a crescer no Humberto Delgado, com passageiros a ficar até três horas em fila. Em abril deste ano, o Governo chegou a suspender a recolha de dados biométricos nas partidas em Lisboa, Porto e Faro para aliviar o estrangulamento.

Esta semana, o primeiro-ministro Luís Montenegro voltou a admitir que pode suspender o sistema nas horas críticas, para evitar mais danos ao turismo. O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, já tinha pedido o mesmo a 19 de maio, alertando para um “caos” anunciado.

O que pode fazer se perder o voo nas filas

A primeira regra é registar tudo. Tire fotografias da fila com a hora visível, guarde o cartão de embarque e peça à PSP um comprovativo da ocorrência. Estes documentos podem fazer a diferença numa reclamação posterior.

A ANAC sugere ainda alguns passos práticos:

  • Reclamar junto da companhia aérea, mesmo sem garantia de indemnização, para que fique registo
  • Apresentar queixa contra a ANA Aeroportos pelos serviços do operador aeroportuário
  • Recorrer ao livro de reclamações eletrónico em livroreclamacoes.pt
  • Avançar para resolução alternativa de litígios no Centro de Arbitragem do Sector Automóvel ou no julgado de paz
  • Em última instância, recorrer aos tribunais judiciais

A reclamação não traz dinheiro garantido, mas alimenta a pressão sobre quem tem de resolver o problema. E nem todos os casos são iguais: se conseguir provar que ANA ou PSP não estavam a operar com meios mínimos, pode ter argumentos para uma ação judicial.

Como evitar perder o voo no aeroporto de Lisboa

Com o cenário a piorar nos meses quentes, vale a pena ajustar a forma como prepara a viagem. A ANAC recomenda que cada passageiro consulte o site da sua companhia e do aeroporto antes de sair de casa.

Algumas medidas simples reduzem o risco:

  • Chegar três horas antes para voos fora da União Europeia, em vez das habituais duas
  • Fazer check-in online e dispensar bagagem de porão sempre que possível
  • Imprimir o cartão de embarque para evitar problemas com bateria do telemóvel
  • Levar o passaporte ou cartão de cidadão fora da mala, à mão
  • Escolher voos a meio do dia, fora das pontas matinais e do início da noite

Quem viaja com passaporte de país terceiro deve contar com tempo extra para o registo biométrico, sobretudo na primeira passagem após outubro de 2025.

O reforço prometido para o Verão

A partir desta sexta-feira, o aeroporto de Lisboa passa a contar com mais 48 agentes da PSP e novas e-gates para acelerar o controlo automático. O Governo também garantiu que 360 polícias vão reforçar os aeroportos em julho, ponto alto da temporada de Verão.

O Ministério da Administração Interna acrescenta postos manuais de fronteira para reduzir a pressão sobre o sistema biométrico. Mas os operadores turísticos temem que as medidas cheguem tarde de mais para travar o efeito reputacional do aeroporto.

Se vai voar nas próximas semanas, prepare-se para o pior cenário e celebre se chegar a tempo. Numa altura em que o relógio joga contra os passageiros, antecipar-se é a única arma que ainda funciona — e que, infelizmente, ninguém vai compensar quando falhar.

Fonte oficial: Observador / ANAC e ECO.

Cabaz alimentar desce, mas estes 3 produtos disparam até 18%

O cabaz alimentar em Portugal voltou a descer pela terceira semana consecutiva e fixou-se nos 257,33 euros, segundo o último estudo da DECO PROteste divulgado nesta semana. Boa notícia, sim — mas com avisos no meio do alívio.

A descida foi de 1,50 euros (-0,6%) face à semana anterior. O problema é que três produtos do mesmo cabaz dispararam até 18% em apenas sete dias. E desde o início do ano, a conta no supermercado continua mais pesada do que em 2025.

Há famílias a pagar quase 20 euros a mais por mês pelos mesmos bens essenciais. Vale a pena perceber o que está a puxar os preços para cima — e o que continua a aliviar a carteira.

Cabaz alimentar abaixo dos 258 euros pela primeira vez em semanas

A análise da DECO PROteste monitoriza 63 produtos essenciais distribuídos por carne, peixe, congelados, frutas e legumes, lacticínios e mercearia. É o termómetro semanal mais consultado em Portugal para perceber o impacto real da inflação no carrinho de compras.

Esta foi a terceira semana seguida de descidas. Em maio, o cabaz chegou a estar nos 259 euros e a tendência tem sido de alívio gradual desde então.

Cereais integrais sobem 18% numa semana

Apesar da boa notícia global, há subidas que pesam. Entre 20 e 27 de maio, três produtos lideraram a tabela das subidas:

  • Cereais integrais: +18%
  • Carapau: +11%
  • Alface frisada: +10%

Os cereais integrais são o exemplo mais marcante. Subiram quase um quinto do preço em sete dias. Para quem toma pequeno-almoço todos os dias com flocos integrais, a fatura mensal pode ficar várias dezenas de cêntimos mais cara só por causa desta semana.

O carapau também surpreende. É um peixe tradicionalmente acessível, mas o aumento de 11% afasta-o do estatuto de “peixe de carteira leve” que ocupa há décadas nas mesas portuguesas.

Desde janeiro, a conta sobe 15 euros

O cabaz alimentar está hoje 15,51 euros mais caro do que no início de 2026. Em percentagem, são 6,4% de aumento em cinco meses.

Face ao período homólogo de 2025, a diferença é ainda maior: 18,06 euros, ou seja, 7,55%. Uma família que gaste em média 1.000 euros por mês em supermercado paga agora cerca de 75 euros a mais pelos mesmos produtos.

Há quem só repare no aumento ao fim do mês, quando faz contas. E há quem já o sinta na compra semanal — sobretudo nos lares onde o orçamento está apertado.

Onde está a fonte oficial dos dados

Os valores são divulgados todas as semanas pela DECO PROteste no portal oficial, que compara os preços em vários supermercados nacionais. A monitorização inclui marcas próprias e marcas líderes.

A associação chama também a atenção para os falsos descontos. Pela lei portuguesa, o desconto anunciado tem de ser aplicado sobre o preço mais baixo praticado nos últimos 30 dias. Nem sempre é o que acontece nas prateleiras.

Truques para baixar a fatura no supermercado

Há margem para poupar mesmo com preços altos. Estas são algumas práticas que continuam a funcionar:

  • Fazer lista antes de sair de casa e comprar só o que está na lista
  • Comparar preços por quilo e por litro — e não por embalagem
  • Trocar marcas líderes por marca branca em produtos básicos
  • Aproveitar frutas e legumes da época, mais baratos e mais saborosos
  • Evitar ir ao supermercado com fome — aumenta a fatura final
  • Verificar os folhetos das grandes superfícies à segunda-feira

Pequenas decisões somadas ao longo do mês fazem diferença. Trocar um produto integral por um equivalente em marca branca pode poupar dois ou três euros logo numa única compra.

O que esperar nas próximas semanas

Os analistas apontam que a tendência de descida pode continuar, sobretudo nos legumes e frutas da época. O verão costuma trazer alívio nestas categorias.

Mas a pressão em produtos importados, cereais e peixes pode manter-se. A guerra na Ucrânia ainda afeta o preço dos cereais à escala europeia e os combustíveis encareceram esta semana, o que se reflete sempre no preço dos alimentos.

Não é tempo de baixar a guarda no supermercado. Cada euro continua a contar — e o cabaz alimentar ainda está longe dos valores de há dois anos.

A boa notícia é que comparar, planear e procurar alternativas funciona. As famílias portuguesas estão a tornar-se especialistas em poupar — e os números da DECO confirmam que a vigilância vale a pena.

Anjo do Dia: o anjo da fé — silencioso companheiro

Nota pastoral: A Tradição cristã reconhece o Anjo da Guarda como o anjo dado por Deus a cada batizado para o sustentar na fé ao longo da vida. Quando os santos atravessavam noites escuras, era o anjo da guarda que silenciosamente os mantinha firmes.

Quando a fé hesita

Há dias em que rezamos com certeza. Há outros em que rezamos como quem dá um salto no escuro. Nessa hesitação, é fácil sentirmo-nos sozinhos. Mas a fé católica ensina-nos algo de imenso conforto: nunca rezamos sozinhos. O anjo da guarda está ali, ao nosso lado, a sustentar a chama vacilante.

São Paulo VI, o Papa que hoje celebramos, escreveu em 1968 uma catequese sobre os anjos onde dizia: “São amigos invisíveis, mas reais, presença discreta e fiel.”

Oração ao Anjo da Guarda

Santo Anjo do Senhor,
meu fiel companheiro,
tu que me acompanhas desde o dia do baptismo,
sustenta-me hoje quando a fé vacilar.

Empresta-me a tua certeza
nos momentos em que eu não vejo Deus.
Sussurra-me a tua oração
quando eu não souber o que dizer.
Mantém ardendo em mim a pequena chama
que muitas vezes parece a ponto de se apagar.

Vai à minha frente. Caminha comigo.
E leva-me um dia ao Pai.

Amém.

Reflexão

Hoje, na sexta-feira, recordemo-nos que o crucifixo não é apenas tristeza — é vitória silenciosa. Jesus mostrou que a fé pode atravessar a noite mais escura. E ao nosso lado, no nosso pequeno calvário do dia-a-dia, está sempre o anjo da guarda.


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Oração da Manhã: sexta-feira com fé que não hesita

Chegou sexta-feira. Para muitos, é o fim da semana de trabalho — mas é também o dia em que tradicionalmente recordamos a Paixão do Senhor. Comecemos com fé serena.

Oração da Manhã

Bom dia, Senhor.
Acordo nesta sexta-feira, e antes de qualquer outra palavra,
coloco a minha mão na Vossa.

Dai-me fé sem hesitar.
Dai-me oração sem desanimar.
Dai-me coração capaz de perdoar.

Que neste dia eu não carregue ranços do passado,
nem ansiedades do que ainda não chegou.
Apenas este hoje, com Vós ao meu lado.

Lembrai-me, ao longo das horas,
de uma pessoa por quem devo rezar.
De um gesto de bem que devo fazer.
De uma palavra dura que devo evitar.

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.
Amém.

Para guardar no bolso

“Tende fé em Deus.” — Jesus (Mc 11,22)

Hoje, antes de qualquer reação, respire. Pergunte: “O que faria por fé?” — e faça isso.

Bom dia. Boa sexta-feira.


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IVA na habitação cai para 6%: o que muda a 1 de julho

O dia 1 de julho marca uma das maiores viragens fiscais da habitação em Portugal. A taxa de IVA na construção e reabilitação de casa própria desce dos habituais 23% para apenas 6%, depois de o diploma do pacote fiscal da habitação ter sido publicado em Diário da República a 20 de maio.

A medida é uma das âncoras do chamado “choque fiscal” e foi promulgada pelo Presidente da República a 12 de maio. Para milhares de famílias que estão a fazer obras ou a pensar erguer casa, a poupança pode chegar aos milhares de euros por empreitada.

O novo regime aplica-se a obras iniciadas entre 25 de setembro de 2025 e 31 de dezembro de 2029, com efeitos retroativos a janeiro deste ano mediante acordo entre o construtor e o dono da obra.

Quem pode beneficiar do IVA a 6%

A nova taxa reduzida não é para toda a gente. O Governo definiu limites para impedir que o desconto fiscal beneficie operações de luxo ou de pura especulação. O conceito-chave é o de “preço moderado”.

Para entrar no novo regime, a empreitada tem de cumprir uma destas condições:

  • Construção ou reabilitação de imóvel destinado a habitação própria permanente, com preço de venda até 660.982 euros.
  • Construção ou reabilitação de imóvel destinado a arrendamento habitacional, com renda mensal até 2.300 euros.

O limite das rendas equivale a cerca de 2,5 vezes o salário mínimo nacional previsto para 2026 e tenta abranger a classe média a meio das maiores cidades do país.

Quanto se poupa com a nova taxa

O salto de 23% para 6% é de 17 pontos percentuais. Numa empreitada de 150 mil euros — valor médio de uma reabilitação profunda em meio urbano — a fatura do IVA passa de cerca de 34.500 euros para 9 mil euros. A poupança ronda os 25 mil euros.

Em obras de menor dimensão, como uma reabilitação ligeira de 40 mil euros, o IVA cai de 9.200 euros para 2.400 euros. Quase 7 mil euros que ficam no bolso do dono da obra.

Calendário do novo pacote da habitação

O IVA a 6% é apenas uma das medidas. O pacote tem várias datas a guardar ao longo do segundo semestre:

  • 1 de julho de 2026 — entra em vigor a taxa de IVA a 6% na construção e reabilitação.
  • 1 de setembro de 2026 — arrancam o Regime Suplementar de Apoio ao Arrendamento (RSAA) e os Contratos de Investimento para Arrendamento.
  • 1 de outubro de 2026 — abrem os pedidos de devolução do IVA na autoconstrução para quem ergue a própria casa.

Há ainda efeitos retroativos. Quem iniciou obra desde 25 de setembro do ano passado pode beneficiar do novo regime, desde que a obrigação fiscal só se concretize a partir de 1 de janeiro de 2026.

Senhorios e inquilinos também ganham

O pacote vai além do IVA da construção. Os senhorios que coloquem casa no mercado dentro dos limites de renda moderada passam a pagar uma taxa autónoma de IRS de 10% sobre os rendimentos prediais, até ao final de 2029.

Do lado dos inquilinos, o limite máximo da dedução do IRS pelas rendas pagas sobe para 1.000 euros por ano. Quem reinvista mais-valias imobiliárias em casa para colocar no mercado de arrendamento fica isento de tributação.

Como pedir o IVA a 6% na empreitada

O caminho passa pelo construtor. É a empresa de construção que aplica a taxa reduzida na fatura emitida ao dono da obra, depois de confirmar que o imóvel cumpre os critérios de preço e destino fixados na lei.

Quem comprar casa com IVA a 6% e a vender em menos de um ano fica sujeito a uma penalização, para travar quem tente usar o regime como atalho de revenda rápida.

Para a autoconstrução — quem ergue casa por mãos próprias com materiais comprados em nome próprio — o pedido de devolução do IVA será feito a partir de 1 de outubro, ainda com regulamento por publicar.

Construção ganha fôlego, mas falta oferta

A redução do IVA pode dar gás a um setor pressionado por falta de mão de obra e por preços de materiais ainda elevados. Promotores ouvidos pela imprensa especializada avisam, porém, que o estímulo fiscal só baixa o preço final das casas se houver mais empresas e mais trabalhadores no terreno.

Para as famílias que sonham com casa nova ou com a recuperação da herança dos avós, julho passa a ser o mês a marcar no calendário. Pela primeira vez em anos, fazer obra em Portugal volta a sair bastante mais barato.

Fonte oficial: Calendário do novo pacote fiscal da habitação — idealista/news.

Evangelho do Dia (29/05): “Tende fé em Deus” (Mc 11,11-26)

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Evangelho — São Marcos 11, 22-25 (excerto)

Jesus disse aos seus discípulos: «Tende fé em Deus.

Em verdade vos digo: Se alguém disser a este monte: “Levanta-te e atira-te ao mar”, sem hesitar no seu coração, mas acreditando que se vai cumprir o que diz, isso lhe será concedido.

Por isso vos digo: Tudo o que pedirdes na oração, acreditai que o recebereis e ser-vos-á concedido.

Quando vos puserdes a rezar, perdoai aos que vos ofenderam, para que também o vosso Pai que está no Céu vos perdoe as vossas faltas.»

Palavra da Salvação.

Reflexão pastoral

Três pequenos pilares neste Evangelho — fé, oração, perdão — que se sustentam mutuamente. Jesus não os apresenta como instruções soltas. Mostra-nos que uma vida cristã verdadeira precisa dos três a funcionar juntos.

1. Tende fé em Deus

A palavra “fé” aqui não é só intelectual. É confiança. É deitar-se nos braços de Deus sem garantia. É chegar à porta de uma noite escura e dizer: “Pai, não vejo, mas sei que estás aí.”

2. Tudo o que pedirdes…

Jesus não promete que tudo o que pedimos nos será dado exactamente como queremos. Promete que Deus responde sempre — com o que é verdadeiramente bom para nós. Às vezes responde “sim”, às vezes “ainda não”, às vezes “tenho algo melhor”.

3. Perdoai aos que vos ofenderam

E aqui está o twist mais difícil. Jesus liga directamente a nossa oração ao nosso perdão. “Para que também o vosso Pai vos perdoe”. Não é Deus que se torna mesquinho — é o nosso coração que, fechado ao perdão, fica fechado a receber.

Aplicação para a vida

Se anda há tempos a sentir as suas orações “sem força”, talvez valha perguntar: há alguém que ainda não perdoei? Não tem de ser um perdão fácil, nem rápido. Mas começar a pedi-lo é, em si, abrir a porta.

Oração final

Senhor, dai-me fé sem hesitação,
oração sem cansar,
e coração capaz de perdoar
como Vós perdoais. Amém.


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São Paulo VI: o Papa que abriu a Igreja ao mundo moderno (29/05)

Hoje a Igreja celebra São Paulo VI, o Papa que conduziu o Concílio Vaticano II ao seu final, escreveu cartas inesquecíveis e teve a coragem de abrir a Igreja a uma nova era — sem nunca trair o Evangelho.

Quem foi

Giovanni Battista Montini nasceu em 1897, em Concesio (Itália). Filho de um jornalista católico e de uma mãe profundamente piedosa. Ordenou-se sacerdote em 1920. Foi diplomata no Vaticano durante décadas, conhecido pela inteligência tranquila e pela enorme cultura.

Foi nomeado Arcebispo de Milão em 1954, onde mostrou um pastor próximo dos operários (era conhecido por descer às fábricas para ouvir os trabalhadores). Foi feito Cardeal em 1958 e, em 21 de junho de 1963, foi eleito Papa.

O Concílio e as suas grandes obras

Paulo VI herdou o Concílio Vaticano II, iniciado por São João XXIII, e conduziu-o até ao fim (1965). Foi sob a sua mão que se aprovaram documentos que marcaram a Igreja contemporânea: Lumen Gentium, Dei Verbum, Gaudium et Spes, Nostra Aetate.

Foi também o primeiro Papa moderno a viajar pelo mundo: Terra Santa, Índia, Nações Unidas, Portugal (estive em Fátima em 1967, no 50.º aniversário das aparições). Encontrou-se com líderes de outras religiões. Encontrou o Patriarca de Constantinopla — um abraço que pôs fim a séculos de divisão.

A encíclica que mudou tudo

Em 1968 publicou a famosa Humanae Vitae, defendendo a sacralidade da vida e do amor conjugal. Foi muito criticado então — mas o tempo provou-lhe razão. Foi também ele que escreveu Populorum Progressio (1967), o grande grito da Igreja pela justiça social, dizendo que “o desenvolvimento é o novo nome da paz.”

Em Portugal

Paulo VI tem com Portugal uma ligação especial: foi o primeiro Papa a vir a Fátima. A 13 de maio de 1967, em peregrinação ao Santuário no 50.º aniversário das aparições, falou aos milhares de portugueses presentes com uma emoção que muitos recordam até hoje.

Curiosidades

  • Foi canonizado pelo Papa Francisco em 2018.
  • Era apaixonado por arte e literatura — chegou a escrever poesia.
  • Disse uma das frases mais belas de qualquer Papa: “A Igreja deve sentir-se irmã de todos os homens.”

Oração a São Paulo VI

São Paulo VI,
Papa do diálogo e da coragem,
tu que soubeste guiar a Igreja
em tempos de mudança e de confusão,
intercede por nós:

que saibamos manter a fé sem medo,
escutar o mundo sem perder Cristo,
servir os pobres como tu serviste,
e amar a Igreja com a ternura de filhos.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Mensagem final

São Paulo VI ensina-nos que ser fiel não é ser rígido. Que abrir a Igreja não é diluí-la. Que diálogo e Evangelho podem caminhar juntos. Hoje, talvez possamos perguntar: o que posso eu, hoje, fazer para que a fé chegue a alguém que ainda não a conheceu?


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Segurança Social: pensões a 8 e abono a 16 — calendário de junho

A Segurança Social já confirmou as datas dos pagamentos da Segurança Social em junho de 2026. O calendário está fechado e marca sete momentos diferentes ao longo do mês, com pensões a entrar a 8 e o abono de família a 16.

Para quem vive de prestações sociais, saber o dia certo evita sustos no multibanco e ajuda a organizar contas, rendas e prestações.

Pensionistas, famílias com filhos pequenos, desempregados, beneficiários do RSI — todos têm um dia marcado neste calendário. E nem todos recebem ao mesmo tempo.

Pensões e Complemento Solidário a 8 de junho

O dia mais aguardado por quem está reformado é segunda-feira, 8 de junho. É a data oficial para o pagamento das pensões de velhice, invalidez e sobrevivência.

Nesse mesmo dia entram também o Complemento Solidário para Idosos (CSI), o Reembolso de Despesas de Funeral e a Prestação Social para a Inclusão (PSI).

O CSI subiu este ano para 670 euros mensais de valor de referência e abrange pensionistas com mais de 66 anos e 9 meses, com rendimentos baixos.

Abono de família e desemprego no dia 16

O calendário marca terça-feira, 16 de junho, como o dia do abono de família e das restantes prestações familiares. É também a data do primeiro pagamento mensal de subsídio de desemprego, doença, parentalidade e ação social.

Quem recebe abono para crianças e jovens vê o valor entrar na conta nesse dia, com os escalões a manterem-se face a 2025. As famílias com filhos até aos 6 anos continuam a beneficiar do reforço extraordinário aprovado na última atualização.

Doença profissional abre o mês a 3 de junho

Quem recebe pensão ou subsídio por doença profissional é o primeiro a ser pago. A data confirmada é quarta-feira, 3 de junho.

Logo a seguir, na sexta-feira 5 de junho, são pagas as rendas a cargo da Segurança Social — apoios habitacionais a beneficiários elegíveis.

Fundo de Garantia de Alimentos a 19

As pensões de alimentos asseguradas pelo Estado a menores cujo progenitor não cumpre a obrigação são pagas a 19 de junho, quarta-feira. É o Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores.

Este apoio chega a milhares de famílias monoparentais em Portugal e funciona como rede de segurança quando o pai ou a mãe falham no dever de alimentos.

RSI e Fundo de Garantia Salarial a 23

Terça-feira, 23 de junho, é a vez do Rendimento Social de Inserção (RSI) e do Fundo de Garantia Salarial. O RSI continua a ser um dos apoios mais procurados em famílias com rendimentos muito baixos.

O Fundo de Garantia Salarial paga ordenados em atraso a trabalhadores cujas empresas entraram em insolvência. Funciona como último recurso para quem ficou sem salário.

Segundo pagamento do desemprego no dia 26

O mês fecha a 26 de junho, sexta-feira, com o segundo pagamento mensal de subsídio de desemprego, doença, parentalidade e ação social.

É também o dia do Subsídio de Apoio ao Cuidador Informal, um apoio criado para quem cuida em casa de familiares com graves limitações de autonomia.

Como confirmar a data exata e o valor

Quem quiser confirmar a data prevista para o seu caso pode entrar na Segurança Social Direta. Basta autenticar-se com credenciais ou Chave Móvel Digital, ir ao menu “Conta Corrente” e consultar os pagamentos programados.

Aí aparecem o valor exato, a data prevista e a forma de pagamento — transferência bancária ou vale de correio.

Se houver um atraso superior a 48 horas após a data prevista, vale a pena contactar a linha 300 502 502 da Segurança Social ou marcar atendimento numa loja de cidadão.

O que fazer se a data calhar em fim de semana

A regra geral é simples: quando a data oficial cai num sábado, domingo ou feriado nacional, o pagamento é antecipado para o último dia útil anterior.

Em junho de 2026, todas as datas marcadas calham em dias úteis, pelo que não há antecipações nem atrasos previstos. As contas devem ficar atualizadas nas próprias datas confirmadas.

Calendários como este são publicados todos os meses no portal oficial. O detalhe completo para cada prestação fica disponível em seg-social.pt.

Pontes de junho 2026: 3 dias de férias dão 7 seguidos

Junho de 2026 é o mês mais generoso do calendário português. Dois feriados nacionais caem no meio da semana, no mesmo intervalo de sete dias, e abrem a ponte mais longa do ano.

Com três dias de férias bem marcados, qualquer trabalhador transforma a próxima semana de junho numa semana inteira a descansar — sem queimar mais do que isso do plafond anual.

O calendário não engana. Quem agir já consegue um descanso seguido de 4 a 10 de junho.

A ponte perfeita: 4 a 10 de junho

O Corpo de Deus cai a 4 de junho, uma quinta-feira. O Dia de Portugal, a 10 de junho, calha numa quarta-feira. Entre os dois feriados há apenas três dias úteis: sexta 5, segunda 8 e terça 9.

Marcando esses três dias de férias, o cenário é este:

  • Quinta, 4 de junho — Corpo de Deus (feriado nacional)
  • Sexta, 5 de junho — férias
  • Sábado, 6 de junho — fim de semana
  • Domingo, 7 de junho — fim de semana
  • Segunda, 8 de junho — férias
  • Terça, 9 de junho — férias
  • Quarta, 10 de junho — Dia de Portugal (feriado nacional)

São sete dias consecutivos sem entrar no escritório, gastando só três do saldo anual. A relação descanso/férias é de mais do dobro.

Quem mora em Lisboa apanha o feriado de Santo António

Para lisboetas, a equação ainda melhora. Santo António é feriado municipal a 13 de junho, que em 2026 calha num sábado. O feriado em si não acrescenta dia útil, mas estica a semana de descanso para um fim de semana de três dias, com 12 (sexta) e 14 (domingo) já fora do horário laboral.

Quem juntar mais um dia de férias na sexta 12 prolonga a folga até domingo 14 de junho. São dez dias seguidos sem trabalhar, com apenas quatro dias retirados do plafond.

No Porto, a aposta é São João

Para o pessoal do Porto, o destaque é o São João, a 24 de junho, uma quarta-feira. Não está colado às pontes do início do mês, mas oferece uma micro-ponte interessante: marcando férias na quinta 25 e na sexta 26, soma-se um descanso de cinco dias seguidos, com a sequência de quarta a domingo (28).

É a chamada ponte do meio do mês. Boa para escapadinhas no Douro, no litoral norte ou em Espanha sem queimar a semana grande.

São Pedro fecha junho com bónus automático

O mês termina com mais um presente. São Pedro é feriado em vários concelhos a 29 de junho, segunda-feira. Quem reside em municípios como Sintra, Seixal ou Évora apanha um fim de semana prolongado de três dias sem gastar férias nenhumas.

Soma-se ao sábado 27 e ao domingo 28 e o resultado é descanso até segunda-feira, ainda com a segunda metade do mês a render.

Como marcar as férias sem chatices

O Código do Trabalho permite ao trabalhador propor as datas de férias, mas a decisão final cabe ao empregador, que tem de comunicar o mapa de férias até 15 de abril de cada ano.

Para junho, a maioria das empresas já tem o mapa fechado. Quem ainda não marcou os dias 5, 8 e 9 deve falar com a chefia esta semana. Quanto mais cedo, maior a hipótese de aprovação, sobretudo em equipas pequenas onde só uma ou duas pessoas conseguem sair ao mesmo tempo.

Subsídio de férias chega antes

Junho é também o mês em que entra a maior parte dos subsídios de férias. Por lei, a entidade patronal tem de pagar o subsídio antes do início do período de férias. Quem vai gozar entre 4 e 10 de junho deve receber o subsídio até dia 3, no máximo.

O valor é, regra geral, igual a um mês de remuneração base mais diuturnidades. Confirma os movimentos da conta na semana anterior à ponte.

Aproveitar sem gastar fortunas

Sete dias seguidos abrem portas a destinos que não dão para fazer num fim de semana. Algarve, Açores, Madeira ou um voo curto até Marrocos, Andaluzia ou Marselha. Mas a procura sobe nesta janela e os preços vão acompanhar.

Quem quer poupar fica por terras nacionais e foge dos eixos óbvios. Alentejo interior, Beira Baixa, Trás-os-Montes ou o Gerês continuam acessíveis e respiram a calma que o litoral perde nestas semanas. A ponte de junho ainda apanha as estradas antes do pico de agosto.

Vale mesmo a pena?

Três dias de férias por sete de descanso é uma das melhores trocas do calendário 2026. Só a ponte do Carnaval, em fevereiro, e a do Natal, em dezembro, se aproximam desta relação. Quem deixar passar fica a olhar para os colegas a sair na quinta-feira sem se mexer.

A janela existe. Falta marcar.

Fonte: Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e calendário oficial de feriados publicado pelo Governo de Portugal.

Peixes Hoje, 29 de Maio de 2026: Sexta de Energia em Expansão

A previsão de Peixes para 29 de maio de 2026 chega na sexta da semana que caminha para a Lua Cheia em Sagitário no domingo 31/05. Sol e Mercúrio em Gêmeos na 4ª voltam o olhar para o lar. Vênus em Câncer na 5ª segue acendendo romance.

Saúde

Pés pedem cuidado contínuo. Marte em Touro na 3ª aciona comunicação. Ambiente de casa afeta seu corpo.

Amor

Vênus na 5ª acende romance. Planejar algo concreto juntos aprofunda vínculo. Solteiros podem se interessar por alguém com sentido forte de família.

Profissional

Home office, ajustes no espaço de trabalho doméstico. Saturno em Áries cobra maturidade financeira.

Espiritualidade

Conecte-se com suas raízes. Olhe fotos antigas, fale com familiares queridos, escreva sobre sua história.

Dinheiro

Investimentos em moradia favorecidos a médio prazo. Hoje, planeje. Decisões grandes merecem mais dias.

Ritual da Semana

Escolha um cômodo “esquecido”. Organize, doe o que não serve, limpe. Ao terminar, acenda vela azul-clara no centro.

Conclusão

Este 29 de maio de 2026 te pede atenção aos sinais da semana. A astrologia é uma ferramenta de autoconhecimento — use as energias do dia para escolhas mais alinhadas.

Veja a previsão dos outros signos para hoje

Confira também o horóscopo de 29 de maio de 2026 para os demais signos do zodíaco:

  • Áries — Sol e Mercúrio na 3ª aceleram comunicação.
  • Touro — Sol e Mercúrio na 2ª acendem renda.
  • Gêmeos — temporada anual brilhando.
  • Câncer — Vênus em domicílio dá magnetismo.
  • Leão — Sol na 11ª acende amizades.
  • Virgem — Sol no topo brilha em carreira.
  • Libra — Sol na 9ª expande horizontes.
  • Escorpião — Sol na 8ª aprofunda tudo.
  • Sagitário — Lua Cheia no signo se aproxima.
  • Capricórnio — Sol na 6ª organiza rotina.
  • Aquário — Sol na 5ª acende criatividade.