InícioOlhar PortugalCabaz alimentar desce, mas estes 3 produtos disparam até 18%

Cabaz alimentar desce, mas estes 3 produtos disparam até 18%

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O cabaz alimentar em Portugal voltou a descer pela terceira semana consecutiva e fixou-se nos 257,33 euros, segundo o último estudo da DECO PROteste divulgado nesta semana. Boa notícia, sim — mas com avisos no meio do alívio.

A descida foi de 1,50 euros (-0,6%) face à semana anterior. O problema é que três produtos do mesmo cabaz dispararam até 18% em apenas sete dias. E desde o início do ano, a conta no supermercado continua mais pesada do que em 2025.

Há famílias a pagar quase 20 euros a mais por mês pelos mesmos bens essenciais. Vale a pena perceber o que está a puxar os preços para cima — e o que continua a aliviar a carteira.

Cabaz alimentar abaixo dos 258 euros pela primeira vez em semanas

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A análise da DECO PROteste monitoriza 63 produtos essenciais distribuídos por carne, peixe, congelados, frutas e legumes, lacticínios e mercearia. É o termómetro semanal mais consultado em Portugal para perceber o impacto real da inflação no carrinho de compras.

Esta foi a terceira semana seguida de descidas. Em maio, o cabaz chegou a estar nos 259 euros e a tendência tem sido de alívio gradual desde então.

Cereais integrais sobem 18% numa semana

Apesar da boa notícia global, há subidas que pesam. Entre 20 e 27 de maio, três produtos lideraram a tabela das subidas:

  • Cereais integrais: +18%
  • Carapau: +11%
  • Alface frisada: +10%

Os cereais integrais são o exemplo mais marcante. Subiram quase um quinto do preço em sete dias. Para quem toma pequeno-almoço todos os dias com flocos integrais, a fatura mensal pode ficar várias dezenas de cêntimos mais cara só por causa desta semana.

O carapau também surpreende. É um peixe tradicionalmente acessível, mas o aumento de 11% afasta-o do estatuto de “peixe de carteira leve” que ocupa há décadas nas mesas portuguesas.

Desde janeiro, a conta sobe 15 euros

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O cabaz alimentar está hoje 15,51 euros mais caro do que no início de 2026. Em percentagem, são 6,4% de aumento em cinco meses.

Face ao período homólogo de 2025, a diferença é ainda maior: 18,06 euros, ou seja, 7,55%. Uma família que gaste em média 1.000 euros por mês em supermercado paga agora cerca de 75 euros a mais pelos mesmos produtos.

Há quem só repare no aumento ao fim do mês, quando faz contas. E há quem já o sinta na compra semanal — sobretudo nos lares onde o orçamento está apertado.

Onde está a fonte oficial dos dados

Os valores são divulgados todas as semanas pela DECO PROteste no portal oficial, que compara os preços em vários supermercados nacionais. A monitorização inclui marcas próprias e marcas líderes.

A associação chama também a atenção para os falsos descontos. Pela lei portuguesa, o desconto anunciado tem de ser aplicado sobre o preço mais baixo praticado nos últimos 30 dias. Nem sempre é o que acontece nas prateleiras.

Truques para baixar a fatura no supermercado

Há margem para poupar mesmo com preços altos. Estas são algumas práticas que continuam a funcionar:

  • Fazer lista antes de sair de casa e comprar só o que está na lista
  • Comparar preços por quilo e por litro — e não por embalagem
  • Trocar marcas líderes por marca branca em produtos básicos
  • Aproveitar frutas e legumes da época, mais baratos e mais saborosos
  • Evitar ir ao supermercado com fome — aumenta a fatura final
  • Verificar os folhetos das grandes superfícies à segunda-feira

Pequenas decisões somadas ao longo do mês fazem diferença. Trocar um produto integral por um equivalente em marca branca pode poupar dois ou três euros logo numa única compra.

O que esperar nas próximas semanas

Os analistas apontam que a tendência de descida pode continuar, sobretudo nos legumes e frutas da época. O verão costuma trazer alívio nestas categorias.

Mas a pressão em produtos importados, cereais e peixes pode manter-se. A guerra na Ucrânia ainda afeta o preço dos cereais à escala europeia e os combustíveis encareceram esta semana, o que se reflete sempre no preço dos alimentos.

Não é tempo de baixar a guarda no supermercado. Cada euro continua a contar — e o cabaz alimentar ainda está longe dos valores de há dois anos.

A boa notícia é que comparar, planear e procurar alternativas funciona. As famílias portuguesas estão a tornar-se especialistas em poupar — e os números da DECO confirmam que a vigilância vale a pena.

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