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Complemento Solidário: idosos recebem até 670€ por mês

O Complemento Solidário para Idosos volta a estar no centro das atenções em 2026. O apoio sobe para um máximo de 670 euros por mês, mais 40 euros do que no ano passado, e chega a milhares de pensionistas com baixos rendimentos em Portugal.

A medida faz parte do reforço da ação social e procura aliviar quem vive a reforma com pouco dinheiro ao fim do mês. Muitos idosos têm direito e nem sequer sabem.

Reunimos aqui, de forma simples, quanto se recebe, quem pode pedir e como fazer o pedido sem complicações.

Quanto passa a receber em 2026

O valor de referência do Complemento Solidário para Idosos passou a ser de 8040 euros por ano. Na prática, isto corresponde a um máximo de 670 euros por mês para um idoso sem qualquer rendimento.

O apoio não é igual para todos. O que se recebe é a diferença entre esse valor de referência e os rendimentos que a pessoa já tem. Quem tem mais rendimento próprio recebe menos complemento; quem não tem nada chega ao topo da tabela.

Como é feita a conta

A regra é direta. A Segurança Social pega no valor de referência anual, subtrai os rendimentos anuais do idoso e divide o resultado por 12 meses.

Um exemplo ajuda a perceber. Quem tenha 4800 euros de rendimentos por ano fica com uma diferença de 3240 euros. Dividida por 12, dá cerca de 270 euros mensais de complemento.

Quem tem direito ao apoio

Para receber o Complemento Solidário para Idosos é preciso cumprir alguns requisitos ao mesmo tempo:

  • Ter 66 anos e 9 meses ou mais, a atual idade da reforma.
  • Receber pensão de velhice do regime geral da Segurança Social.
  • Ter rendimentos anuais até 8040 euros, no caso de viver sozinho.
  • Ter rendimentos até 14 070 euros por ano, no caso de casados ou em união de facto há pelo menos dois anos.
  • Residir em Portugal há, no mínimo, seis anos antes do pedido.

Também há lugar para alguns pensionistas de invalidez, desde que não recebam a prestação social para a inclusão nem tenham acesso à pensão social.

Que rendimentos contam para a Segurança Social

Não entra só a pensão. A Segurança Social olha para o conjunto dos rendimentos do agregado, incluindo outras pensões, juros de poupanças e rendimentos de bens.

Por isso, duas pessoas com a mesma reforma podem ter direito a valores diferentes. Vale a pena reunir tudo antes de avançar, para não haver surpresas no cálculo.

Como pedir o Complemento Solidário

O pedido faz-se na Segurança Social. Pode ser tratado online, através da Segurança Social Direta, ou de forma presencial num atendimento, com marcação prévia.

É preciso preencher o requerimento próprio e juntar os documentos sobre rendimentos e situação familiar. Depois de entregue, os serviços analisam o caso e comunicam a decisão e o valor atribuído.

Porque é que tantos idosos ficam de fora

O maior obstáculo continua a ser a falta de informação. Há quem ache que não tem direito por já receber uma pequena reforma, quando na verdade o Complemento Solidário para Idosos existe precisamente para somar a essas pensões mais baixas.

Outros desistem por causa da papelada. Pedir ajuda numa junta de freguesia, numa instituição local ou a um familiar de confiança pode fazer toda a diferença para chegar ao fim do processo.

Vale a pena verificar a sua situação

Se tem um familiar idoso com reforma baixa, este é o momento de confirmar as contas. Quarenta euros a mais por mês podem parecer pouco no papel, mas pesam muito no orçamento de quem vive com o essencial.

O Complemento Solidário para Idosos não é um favor. É um direito de quem trabalhou uma vida inteira e merece terminar os dias com mais tranquilidade. Confirme se a sua família pode receber e não deixe este apoio passar ao lado.

Fonte oficial: gov.pt — Pedir o Complemento Solidário para Idosos.

Passe Ferroviário Verde: viajar por Portugal por 20€ no verão

Há um título de transporte que está a mudar a forma como os portugueses se deslocam — e custa o mesmo que um jantar para dois. O Passe Ferroviário Verde dá direito a andar de comboio sem limites durante 30 dias por apenas 20 euros.

Com o verão à porta e o calor a apertar, muitas famílias preparam-se para trocar o carro e o preço dos combustíveis pela linha do comboio. A fórmula é simples: viagens ilimitadas, sem prova de rendimentos e para todas as idades.

Juntámos tudo o que precisa de saber antes de carregar o seu passe e partir à descoberta do país.

O que é o Passe Ferroviário Verde

O Passe Ferroviário Verde foi criado pela CP — Comboios de Portugal para quem quer usar o comboio como meio de transporte principal. Em vez de comprar bilhete a bilhete, paga um valor fixo e viaja as vezes que quiser dentro do período escolhido.

É carregado no Cartão CP e pode ser usado em todo o país, do Minho ao Algarve. Pensado para o dia a dia de quem trabalha ou estuda longe de casa, tornou-se também o aliado perfeito de quem quer passear no verão.

Quanto custa e quanto tempo dura

O passe custa 20 euros por mês e é válido durante 30 dias seguidos. Pode comprá-lo em qualquer dia — não tem de esperar pelo início do mês.

Há três durações à escolha:

  • 30 dias — 20 euros
  • 60 dias — válido por dois meses seguidos
  • 90 dias — ideal para quem viaja todo o verão

Que comboios pode apanhar

O Passe Ferroviário Verde abre as portas a quase toda a rede da CP. Com ele pode viajar em:

  • Comboios Regionais, que ligam cidades e vilas mais pequenas;
  • Comboios Inter-Regionais, para distâncias maiores;
  • Comboios Urbanos de Lisboa, Porto e Coimbra;
  • Comboios Intercidades, em 2.ª classe.

Ficam de fora apenas o Alfa Pendular e os urbanos já cobertos por passes intermodais. Para tudo o resto, basta entrar e seguir viagem.

Quem pode pedir o passe

Esta é a grande vantagem: o passe está aberto a todos os residentes em Portugal, sejam portugueses ou estrangeiros. Não há limite de idade e não é preciso apresentar prova de rendimentos nem qualquer requisito de emprego.

A única condição é ter o Cartão CP. Quem ainda não o tem, pode pedi-lo na hora, nas bilheteiras ou online.

Como comprar e carregar o passe

Carregar o Passe Ferroviário Verde é rápido e pode ser feito sem sair de casa. As opções são várias:

  • Na aplicação da CP, no telemóvel;
  • Na bilheteira online, no site oficial;
  • Nas bilheteiras das estações;
  • Nas máquinas automáticas instaladas nas estações.

A maioria dos clientes — cerca de 84% — já trata de tudo pelos canais digitais, sem filas nem demoras.

Um milhão de portugueses já aderiram

A adesão fala por si. Em abril de 2026, o Passe Ferroviário Verde ultrapassou um milhão de títulos vendidos e rendeu mais de 20 milhões de euros à CP.

Num país onde o preço do combustível pesa no orçamento, andar de comboio por 20 euros por mês conquistou quem faz contas à vida — e quem simplesmente gosta de viajar sem o stress da estrada.

Vale a pena para o seu verão

Com uma única viagem de ida e volta entre cidades a poder custar mais do que os 20 euros do passe, a conta fica fácil de fazer. Quem viaja com regularidade poupa dezenas de euros todos os meses.

Este verão, descobrir Portugal pode ser tão simples como carregar um cartão e escolher o destino. O Passe Ferroviário Verde coloca o país inteiro ao alcance de qualquer bolso — e essa é uma liberdade que vale cada cêntimo.

Fonte oficial: CP — Comboios de Portugal, Passe Ferroviário Verde.

Helena Laureano revela mudança física: «Está à vista»

Há mudanças que não passam despercebidas. Helena Laureano tem sido alvo de muitos elogios depois de mostrar a sua nova imagem física, fruto de um percurso que a deixa visivelmente feliz.

De acordo com a SELFIE, a atriz revelou ter perdido cerca de 12 quilos e resumiu a transformação numa frase simples: “o resultado está à vista”.

Uma mudança feita com calma

A atriz e comediante, um dos rostos bem-dispostos da televisão portuguesa, tem partilhado pequenos sinais desta nova fase. Sem alarde, foi deixando que fossem as próprias imagens a falar pela transformação.

Helena Laureano mostrou-se serena ao falar do tema, sublinhando o bem-estar que sente neste momento da vida. Mais do que números, valoriza a forma como se sente consigo própria.

Os fãs aplaudem

Nas redes sociais, a reação não se fez esperar. Os seguidores encheram as publicações de mensagens de carinho e admiração, elogiando a confiança e a boa-disposição da atriz.

Conhecida pelo humor e pela proximidade com o público, Helena Laureano continua a conquistar simpatias dentro e fora do ecrã. A sua naturalidade ao abordar a mudança foi, aliás, um dos pontos mais elogiados.

A atriz prefere centrar-se no essencial: sentir-se bem e continuar a fazer o que mais gosta. E é com essa energia que se prepara para os próximos projetos televisivos.

Para os fãs, fica a imagem de uma figura pública que abraça as mudanças com leveza e bom humor. E, a avaliar pelas reações, Helena Laureano está a viver um dos seus melhores momentos.

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Crédito da imagem: estúdio de televisão (imagem ilustrativa). Foto: Tony Webster (CC BY 2.0) via Wikimedia Commons.

José Castelo Branco troca o glamour pela savana africana

Preparem-se para um José Castelo Branco como nunca o viram. A figura pública, conhecida pelo glamour e pelo luxo, vai trocar o ambiente urbano pela sobrevivência na savana africana num novo formato da CMTV.

Segundo a revista Flash!, o programa foi gravado no Quénia e estreia já a 11 de junho. A promessa é clara: chocar e divertir, em partes iguais.

De salto alto entre leões

A imagem é quase irreal: José Castelo Branco, fiel ao seu estilo inconfundível, no meio da natureza selvagem do continente africano. O contraste entre o seu universo habitual e a rudeza da savana é o grande motor deste novo desafio.

Habituado às luzes de Nova Iorque, a personalidade vai ter de se adaptar a um cenário onde o conforto dá lugar à aventura. E, conhecendo o protagonista, momentos de comédia não vão faltar.

Um choque de gerações

O formato junta ainda José Castelo Branco a um grupo de jovens influenciadores, criando um choque cultural sem precedentes. A diferença de idades, linguagens e estilos de vida promete cenas memoráveis.

Nas últimas semanas, a presença de Castelo Branco em África tinha já levantado várias questões entre o público. Afinal, o que estaria a figura pública a fazer no Quénia? A resposta chega agora: um reality show de natureza inédita.

A aposta da CMTV junta-se à crescente vaga de programas que misturam celebridades e aventura, num registo pensado para gerar conversa nas redes sociais. E, com este protagonista, o sucesso parece garantido.

Até à estreia, a 11 de junho, fica a expectativa. José Castelo Branco volta a colocar-se no centro das atenções — desta vez, bem longe da sua zona de conforto.

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Crédito da imagem: paisagem da savana do Masai Mara, Quénia (imagem ilustrativa). Foto: Daniel Case (CC BY-SA 4.0) via Wikimedia Commons.

Rúben Dias quebra o silêncio sobre rumores de traição

O nome de Rúben Dias está a dar que falar, mas desta vez fora dos relvados. O defesa internacional português decidiu quebrar o silêncio sobre os rumores de uma alegada traição que circulavam nas redes sociais.

Como noticiou a SELFIE, o futebolista acabou por abordar o tema depois de uma pergunta tão direta quanto inesperada: a do próprio avô. Um momento que rapidamente conquistou a atenção dos fãs.

A pergunta que veio de dentro de casa

A situação ganhou outra dimensão precisamente por ter partido de alguém tão próximo. Em vez de ignorar o assunto, Rúben Dias optou por responder com naturalidade, mostrando-se à vontade para falar da sua vida pessoal.

O defesa, um dos rostos mais sólidos da seleção nacional, tem sido sempre discreto quanto à esfera privada. Por isso, este esclarecimento acabou por surpreender quem segue de perto a sua carreira.

Os fãs reagem em peso

Nas redes sociais, a reação foi imediata. Entre comentários divertidos e mensagens de apoio, muitos seguidores elogiaram a forma tranquila como o jogador lidou com um tema que costuma gerar polémica.

Rúben Dias é, atualmente, um dos jogadores portugueses mais admirados, tanto pelo seu rendimento desportivo como pela imagem de seriedade que transmite dentro e fora do campo. Daí que qualquer novidade sobre a sua vida amorosa desperte grande curiosidade.

Para já, o futebolista parece determinado em não deixar que os rumores ganhem força. Ao responder de frente, conseguiu arrumar o assunto à sua maneira: com serenidade e um toque de humor.

Resta saber se haverá novos desenvolvimentos ou se, por agora, fica encerrado este capítulo da vida pessoal de um dos craques da seleção. Os adeptos, esses, continuam atentos a cada passo.

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Crédito da imagem: Rúben Dias. Foto: Web Summit (CC BY 2.0) via Wikimedia Commons.

Nuno Markl regressa à rádio seis meses após o AVC

Foi um regresso muito esperado e cheio de emoção. Nuno Markl voltou aos estúdios da Rádio Comercial na manhã desta sexta-feira, cerca de seis meses depois do AVC que sofreu em novembro do ano passado.

De acordo com a revista Flash!, o ambiente foi de festa entre colegas e amigos, com direito a “comes e bebes” e a um caloroso “bem-vindo a casa”. A alegria era visível em todos os rostos.

De pé e sem a cadeira de rodas

O humorista e locutor apareceu de pé, já sem o apoio da cadeira de rodas, num sinal claro dos progressos da recuperação. Fiel ao seu humor, Nuno Markl ainda brincou com a paralisia do lado esquerdo, arrancando sorrisos a quem o ouvia.

Há seis meses que não enfrentava grandes plateias e, por isso, admitiu algum nervosismo. Mas bastaram poucos minutos para que a sua boa-disposição habitual tomasse conta do estúdio.

O AVC vai marcar o seu filme

A história do AVC vai, inclusive, mudar o guião de “O Homem que Mordeu o Cão – o filme”. O projeto, que era pensado para os fãs mais fiéis dos seus livros e crónicas, passa agora a contar também o episódio que lhe mudou a vida.

Nuno Markl revelou que a longa-metragem começa com o momento em que sofreu o AVC, em casa, e em que foi socorrido pelo filho de 15 anos. Um relato honesto, fiel ao estilo que sempre o caracterizou.

O regresso à rádio é, assim, mais um passo numa recuperação acompanhada com carinho por milhares de portugueses. E, a avaliar pela manhã desta sexta-feira, o humor de Nuno Markl está intacto.

Os ouvintes, esses, já mostraram nas redes sociais a felicidade por voltar a ter o locutor onde ele se sente em casa: no ar.

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Crédito da imagem: microfones de estúdio de rádio (imagem ilustrativa). Foto: Arquivo da Yle / Finnish Broadcasting Company (Domínio Público) via Wikimedia Commons.

Júlia Palha casa-se hoje em festão de sonho em Benavente

É um dos casamentos mais aguardados do ano e acontece já hoje. A atriz Júlia Palha dá o “sim” a Frederico Porém Murta este sábado, 30 de maio, numa cerimónia que promete encher de glamour uma quinta da família, em Benavente.

Segundo avançou a revista Flash!, trata-se de “um festão do ano”, com várias caras conhecidas do meio artístico português entre os convidados. A festa decorre num cenário de sonho, preparado ao pormenor pelo casal.

Um amor que começou em Espanha

Júlia e Frederico namoram há mais de dois anos. O pedido de casamento foi feito em Jerez de la Frontera, em Espanha, um lugar com significado especial para ambos. Desde então, os preparativos têm sido acompanhados de perto pelos fãs.

A própria atriz tem partilhado nas redes sociais alguns momentos desta contagem decrescente, da estreia da nova casa do casal à reação das amigas quando viram, pela primeira vez, o vestido de noiva.

Uma cerimónia diferente

O grande dia terá um toque muito pessoal. A cerimónia não será religiosa e será conduzida pela irmã de Júlia Palha, um gesto que reforça o carácter íntimo e familiar da celebração, apesar da dimensão da festa.

Conhecida do grande público pelos papéis em novelas e séries nacionais, Júlia Palha é hoje um dos rostos mais queridos da nova geração de atrizes portuguesas. Por isso, não admira que o seu casamento esteja a gerar tanta curiosidade.

Depois da festa, o casal prepara-se para uma lua de mel cujo destino tem sido mantido em segredo. Para já, fica a certeza de um dia que ficará para sempre na memória de Júlia e Frederico — e na de todos os que acompanham a vida da atriz.

Resta saber que surpresas guarda a celebração e que imagens vão chegar às redes sociais ao longo das próximas horas. Os fãs já aguardam, ansiosos, pelas primeiras fotografias da noiva.

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Crédito da imagem: troca de alianças numa cerimónia de casamento (imagem ilustrativa). Foto: Japleenpasricha (CC BY-SA 4.0) via Wikimedia Commons.

Sardinha a 5 euros no pão: o preço dispara nos arraiais 2026

A sardinha voltou às grelhas e o cheiro a carvão já anuncia os Santos Populares. Mas quem se preparar para a tradicional sardinhada nos arraiais este ano leva um susto na carteira: o preço subiu e há tasquinhas a cobrar até cinco euros pela sardinha no pão.

A época de pesca arrancou em junho e traz ao mercado o peixe gordo do Atlântico no seu melhor. O problema é a conta final. Entre a primeira venda na lota e a brasa do arraial, o valor multiplica-se e mexe com o orçamento das famílias que não querem faltar à festa.

Quanto custa a sardinha nos arraiais em 2026

Nos bairros mais tradicionais, a sardinha assada ronda os 1,50 a 2 euros por unidade. Em zonas turísticas, o preço dispara e chega aos 4 euros por peixe. A célebre sardinha no pão já é vendida por cinco euros em alguns pontos de Lisboa, valor que faz muita gente pensar duas vezes antes de pedir a segunda.

A diferença depende de três fatores: o bairro, a frescura do peixe e o que cada tasquinha junta ao prato. Onde há fila e grelha sempre cheia, paga-se mais, mas come-se melhor.

O preço na lota mais do que duplicou

A subida começa na origem. No primeiro dia de pesca, o cabaz de sardinha mais do que duplicou de preço face ao arranque da época anterior. A sardinha grande e gorda atingiu cerca de 60 euros por cabaz de 22,5 quilos em primeira venda.

Quando o peixe escasseia nos dias de maior procura, o grossista pode chegar aos 19 euros por quilo. É esse valor que depois se reflete na brasa do arraial e explica por que motivo a sardinhada ficou mais cara.

Porque é que a sardinha está mais cara

A explicação cruza procura e oferta. Junho concentra os três santos — Santo António a 13, São João a 23 e 24, e São Pedro a 29 — e toda a gente quer sardinha ao mesmo tempo. A procura explode em poucas semanas.

Do outro lado, a pesca tem dias bons e dias fracos, condicionados pelo tempo e pelas quotas. Quando a captura baixa mesmo no pico das festas, o preço sobe de imediato. É o reverso da tradição: quanto maior a festa, mais cara fica a iguaria.

Como gastar menos na sardinhada

Há margem para poupar sem abdicar do ritual. Algumas ideias práticas:

  • Procurar arraiais de bairro fora do centro, onde a sardinha custa metade do preço das zonas turísticas.
  • Comprar o peixe fresco na peixaria ou no supermercado e assar em casa, no terraço ou no quintal.
  • Aproveitar promoções de peixaria nas grandes superfícies durante o mês de junho.
  • Optar por sardinha mais pequena, que assa melhor e sai mais em conta do que a grande e gorda.
  • Ir cedo ao arraial, antes do peixe escassear e o preço por unidade subir.

Como escolher a melhor sardinha no arraial

O segredo está na grelha. Se a brasa está em movimento constante e o peixe sai rápido, é sinal de que a sardinha é fresca e há rotação. Grelha parada com peixe à espera costuma significar o contrário.

O olho brilhante, a pele prateada e firme e o cheiro a mar — e não a peixe velho — são os melhores indicadores. Uma boa sardinha assada precisa apenas de sal grosso, brasa forte e uma fatia de pão por baixo a apanhar a gordura.

Vale a pena este ano?

Mesmo mais cara, a sardinha continua a ser o símbolo do verão português e o centro das mesas de junho. A diferença é que, em 2026, convém escolher bem onde comer e fazer contas antes de pedir a terceira rodada no arraial.

Quem planear com antecedência, fugir das zonas turísticas e aproveitar as promoções consegue manter viva a tradição sem esvaziar a carteira. A sardinha pode estar mais cara, mas o cheiro a brasa e a festa na rua não têm preço.

Fonte: ECO — Economia Online.

IRS Jovem 2026: jovens até 35 anos recebem mais no salário

O IRS Jovem 2026 deixou de ser uma promessa no papel para passar a sentir-se já no fim do mês. Quem tem até 35 anos e está no início da carreira pode ver o desconto refletido diretamente no salário, sem esperar pelo reembolso do próximo verão.

A mudança é simples de explicar e pesada na carteira: pagar menos imposto agora significa mais dinheiro disponível todos os meses. E, este ano, o benefício entrou de vez no IRS automático.

Reunimos o essencial para perceber quem tem direito, quanto se poupa e o que é preciso fazer para não deixar este dinheiro em cima da mesa.

O que muda no IRS Jovem 2026

A grande novidade é a integração no IRS automático. Com o Decreto Regulamentar n.º 5-A/2026, de 31 de março, o IRS Jovem passou a poder constar na declaração automática da campanha referente aos rendimentos de 2025, entregue entre 1 de abril e 30 de junho de 2026.

Na prática, deixou de ser obrigatório andar a preencher campos à mão. Quem cumpre os requisitos pode optar pela taxa de retenção ajustada e sentir o alívio mês a mês, em vez de aguardar pela devolução do Fisco.

Quem pode beneficiar

O regime destina-se a jovens trabalhadores no arranque da vida profissional. As regras atuais alargaram bastante o universo de quem pode pedir:

  • Trabalhadores por conta de outrem ou independentes com até 35 anos no final do ano dos rendimentos.
  • O acesso já não depende de concluir um determinado ciclo de estudos.
  • O benefício pode ser usado ao longo de um período máximo de 10 anos.

Quanto se poupa por escalão

A isenção não é igual todos os anos. Começa no máximo e vai diminuindo à medida que a carreira avança:

  • 1.º ano: isenção de 100% dos rendimentos do trabalho.
  • 2.º ao 4.º ano: isenção de 75%.
  • 5.º ao 7.º ano: isenção de 50%.
  • 8.º ao 10.º ano: isenção de 25%.

Qual é o limite isento

Há um teto para a isenção, ligado ao Indexante dos Apoios Sociais (IAS). Em 2026, o IAS fixou-se em 537,13 euros, o que coloca o limite de isenção em cerca de 29.542 euros anuais.

Por outras palavras: a parte do ordenado abrangida pelo IRS Jovem fica de fora do imposto até esse valor, dentro da percentagem do escalão em que se encontra cada jovem.

Mais dinheiro no salário, não só no reembolso

Até agora, muitos jovens só viam o efeito do benefício no reembolso, lá para julho do ano seguinte. Com a opção pela retenção ajustada, esse desconto pode passar para o ordenado líquido de cada mês.

A diferença é concreta no orçamento de quem está a começar: ajuda a pagar a renda, a poupar para um carro ou simplesmente a respirar melhor ao fim do mês.

Como garantir o benefício

O caminho ficou mais leve, mas convém confirmar tudo no Portal das Finanças:

  • Verifique se a declaração automática já reflete o IRS Jovem antes de a validar.
  • Se entregar a declaração manualmente, indique a opção pelo regime no quadro próprio.
  • Junto da entidade empregadora, confirme se está a ser aplicada a taxa de retenção ajustada.
  • Guarde os comprovativos e respeite o prazo: a campanha termina a 30 de junho.

Vale a pena tratar disto agora

Poucas medidas falam tão diretamente a quem está a construir vida como esta. O IRS Jovem 2026 transforma imposto poupado em margem real para sonhar com o próximo passo.

Se tem até 35 anos e está a trabalhar, não deixe este dinheiro adormecido numa declaração por validar. Bastam alguns minutos no Portal das Finanças para que o esforço de quem começa do zero se sinta, finalmente, ao fim de cada mês.

Fonte oficial: Governo de Portugal — IRS Jovem e Portal das Finanças.

Programa E-LAR: o Estado paga a troca do gás por elétrico

O Programa E-LAR está a pagar a fatura da mudança que muitas famílias adiavam há anos: trocar o fogão a gás e o esquentador por equipamentos elétricos mais eficientes. E, em muitos casos, sem gastar um cêntimo.

A 2.ª fase do apoio do Fundo Ambiental continua aberta e a comparticipação pode chegar aos 100%. Quem tem Tarifa Social de Energia Elétrica recebe ainda a instalação e a recolha do equipamento velho. Mas há uma data a marcar no calendário: as candidaturas terminam a 30 de junho de 2026 — ou mais cedo, se o dinheiro acabar antes.

O que é o Programa E-LAR

O Programa E-LAR é um apoio do Estado, gerido pelo Fundo Ambiental, para eletrificar as casas portuguesas. Na prática, ajuda as famílias a deixar o gás e a passar para equipamentos elétricos de baixo consumo.

O objetivo é duplo. Por um lado, combater a pobreza energética e baixar a fatura no fim do mês. Por outro, retirar de circulação aparelhos a gás antigos, encaminhando-os para reciclagem.

A dotação desta 2.ª fase é de 60,8 milhões de euros, repartida entre quem tem Tarifa Social e as restantes famílias. O apoio é uma subvenção a fundo perdido — não há nada para devolver.

Quem se pode candidatar

O programa abrange todo o Portugal Continental e divide os candidatos em dois grupos:

  • Beneficiários da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) — titulares de um contrato de luz com tarifa social aplicada.
  • Outras pessoas singulares — qualquer adulto titular de um contrato de fornecimento de eletricidade.

Os requisitos são simples: ser maior de idade e ter um contrato de luz em seu nome. Não é preciso justificar o nível de rendimentos para o segundo grupo.

Que equipamentos o Estado paga

O apoio cobre a substituição de aparelhos a gás por elétricos. Os montantes máximos elegíveis são:

  • Placa elétrica de indução — até 369 €
  • Forno elétrico — até 369 €
  • Conjunto placa + forno — até 738 €
  • Termoacumulador elétrico — até 615 €
  • Placa elétrica convencional — até 179,6 €

Os equipamentos têm de ter classe energética «A» ou superior, com exceção das placas elétricas. Nos termoacumuladores com mais de 30 litros, a classe mínima exigida é «B».

Tarifa Social tem uma vantagem a mais

Aqui está a diferença que pesa na carteira. Quem tem Tarifa Social não paga apenas o equipamento — recebe também os serviços associados:

  • Transporte do equipamento — até 50 €
  • Instalação de placas, fornos ou combinado — até 100 €
  • Instalação do termoacumulador — até 180 €
  • Remoção do aparelho antigo a gás — até 50 €

Para as restantes famílias, estes serviços não são comparticipados. O apoio limita-se ao valor do equipamento.

Como funciona a candidatura

A compra e a instalação só podem ser feitas através de fornecedores previamente qualificados pelo programa. Não vale comprar a placa no primeiro sítio que aparece e pedir o reembolso depois.

O caminho é este: escolher uma entidade aderente, selecionar os equipamentos elegíveis e submeter a candidatura no portal do Fundo Ambiental. Há ainda uma regra a reter — não se pode pedir apoio para equipamentos já financiados na 1.ª fase do E-LAR.

O prazo está a contar

As candidaturas estão abertas desde 11 de dezembro de 2025 e têm como limite o dia 30 de junho de 2026. A ressalva é importante: o programa fecha mais cedo se a verba esgotar antes dessa data.

A 1.ª fase do E-LAR esgotou em poucos dias. Quem está a pensar trocar o gás por elétrico não deve deixar a decisão para a última semana.

Vale a pena dar o passo

Trocar o gás por elétrico deixou de ser um luxo para virar uma oportunidade ao alcance de quem mais precisa. O Programa E-LAR tira o peso do investimento inicial e devolve às famílias algo simples: uma cozinha que aquece sem o medo da próxima fatura.

Se a sua casa ainda depende do gás, este pode ser o momento. Consulte as condições e a lista de fornecedores no site oficial do Fundo Ambiental antes que a verba acabe.