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Os Certificados de Aforro voltam a dar uma alegria a quem poupa. Em maio de 2026, a taxa base do produto do Estado subiu para 2,195%, o valor mais elevado dos últimos doze meses. É a segunda subida do ano e coloca a poupança das famílias outra vez à frente da maioria dos depósitos bancários a prazo.
A confirmação chegou na quarta-feira pelo IGCP, a agência que gere a dívida pública. Quem subscrever a Série F em maio paga 5,66 pontos base acima dos 2,138% que vigoraram em abril. Para quem tem dinheiro parado na conta à ordem, é mais um sinal de que vale a pena olhar para este produto.
Quanto rende afinal um Certificado de Aforro em maio
A nova taxa base de 2,195% aplica-se às subscrições feitas durante todo o mês de maio na Série F — a única atualmente em comercialização. A esta taxa juntam-se os prémios de permanência, que aumentam com o tempo que o dinheiro fica aplicado.
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Quem aplicar 5.000 euros este mês recebe, no primeiro ano, cerca de 110 euros brutos de juros. A partir do segundo ano, o prémio de permanência começa a engordar a remuneração final, sem o aforrador ter de mexer um dedo.
Por que é que a taxa subiu desta vez
A razão é simples: a Euribor a três meses voltou a animar-se. Nos dez dias úteis usados para o cálculo, este indexante oscilou entre 2,16% e 2,24%. A taxa dos Certificados de Aforro é a média aritmética desses valores, arredondada à terceira casa decimal.
O teto continua nos 2,5% e o chão nos 0%. Por agora, a tendência da Euribor está a empurrar a remuneração para cima, o que beneficia quem subscreve novos certificados ou tem aplicações com revisão trimestral em maio.
Os prémios de permanência que muita gente ignora
Esta é a parte que faz toda a diferença a longo prazo. Os prémios crescem por escalões e podem chegar a 1,75% nos últimos dois anos do produto. A tabela aplicada à Série F funciona assim:
- 0,25% adicionais entre o 2.º e o 5.º ano
- 0,50% entre o 6.º e o 9.º ano
- 1% no 10.º e 11.º ano
- 1,50% no 12.º e 13.º ano
- 1,75% no 14.º e 15.º ano
Quem aguentar os 15 anos completos pode terminar com uma taxa próxima dos 4% nos últimos meses, somando base e prémio. É uma das razões pelas quais o produto continua a ser visto como uma poupança de longo prazo dentro de casa.
Limite de subscrição agora vai até 250 mil euros
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O Governo aumentou em abril o teto máximo de subscrição da Série F. Cada aforrador pode agora aplicar até 250 mil unidades, um salto de 150% face ao limite anterior. A medida abriu a porta a famílias com poupanças maiores que estavam impedidas de reforçar a aplicação.
O valor mínimo de subscrição inicial mantém-se nos 100 euros e cada reforço pode ser feito a partir de apenas 10 euros. Não há custos de subscrição, manutenção nem resgate.
Estado já recebeu 41 mil milhões das famílias
A confiança dos portugueses neste produto não para de crescer. Só em março, as famílias colocaram quase 280 milhões de euros líquidos em Certificados de Aforro. Foi o 18.º mês consecutivo de saldo positivo. O stock total ultrapassou pela primeira vez os 41 mil milhões de euros, um recorde absoluto.
Mesmo longe dos máximos de 2023, quando a taxa chegou perto dos 3,5%, os Certificados de Aforro continuam a ser o refúgio escolhido por quem quer rendimento sem dores de cabeça.
Como subscrever sem complicações
A subscrição faz-se pela AforroNet, o portal oficial do IGCP, ou presencialmente em qualquer balcão dos CTT e nas Lojas de Cidadão. Basta ter cartão de cidadão e uma conta bancária associada para a movimentação dos juros.
Os juros vencem trimestralmente e são capitalizados de forma automática, já líquidos de IRS à taxa de 28%. O prazo total é de 15 anos, mas o resgate parcial ou total pode ser pedido depois do primeiro vencimento de juros, ou seja, ao fim de três meses.
Vale a pena para quem tem dinheiro na conta à ordem
Com a maioria dos bancos a pagar pouco mais do que zero pelos depósitos à ordem e taxas de prazo a ficarem aquém dos 2%, a nova remuneração dos Certificados de Aforro reforça a vantagem do produto do Estado. A diferença chega aos 93 pontos base nos prazos mais longos, segundo dados da DECO PROteste.
Para quem tem poupanças paradas e ainda não fez contas, este pode ser o mês certo para mover o dinheiro. A taxa fixa-se hoje e acompanha-o durante o trimestre seguinte, mesmo que a Euribor caia entretanto.
Pequenos gestos com a poupança fazem grandes diferenças ao fim do ano. E maio acaba de oferecer uma boa razão para tirar o dinheiro da gaveta.
Fonte oficial: IGCP — Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública

