Início Site Página 14

Noites tropicais: o truque da toalha que arrefece o quarto sem ar condicionado

Portugal está a viver a vaga de calor mais intensa para um mês de maio nas últimas décadas. A cúpula de calor que prende uma massa de ar do norte de África sobre a Europa Ocidental empurrou os termómetros para perto dos 40 °C no interior e no sul, e o IPMA antecipa que as noites tropicais — mínimas que não descem dos 20 °C — se vão prolongar até ao final do mês.

O problema deixou de ser apenas o desconforto à hora do jantar. À uma da manhã, o quarto continua quente, a almofada parece morna e o sono custa a chegar. Para quem não tem ar condicionado, a primeira tentação é ligar a ventoinha, que faz barulho, gasta luz e, no caso de alérgicos, agita pó e pólen pelo ar.

Há um método mais simples, sem custos e sem aparelhos eléctricos. Foi partilhado pelo especialista britânico John Lawless e replicado esta semana pelo jornal SOL: uma toalha húmida pendurada em frente à janela. Tudo o que precisa já está dentro de casa.

Porque é que a toalha húmida arrefece o quarto

O segredo está na física da evaporação. A água, para passar do estado líquido ao gasoso, precisa de energia. E essa energia é roubada ao calor do ar que está em redor.

Quando se pendura uma toalha molhada em frente a uma janela aberta, o ar quente que entra é forçado a atravessar a superfície húmida. Ao fazê-lo, perde temperatura antes de chegar ao interior do quarto. É o mesmo princípio que faz arrepiar a pele ao sair da piscina com vento.

Passo a passo: como fazer em dois minutos

O método não exige nada que não tenha em casa. Basta seguir uma sequência simples:

  • Encha um alguidar ou a pia da casa de banho com água o mais fria possível.
  • Mergulhe uma toalha de banho normal. Pano de algodão funciona melhor do que microfibra.
  • Torça a toalha até ficar húmida, mas sem pingar. Se ficar encharcada, o ar não passa e o quarto fica abafado.
  • Pendure a toalha numa cruzeta ou directamente no caixilho, em frente a uma janela aberta.
  • Quando o pano secar, repita. Cada repetição dá 30 a 45 minutos de frescura.

Para reforçar o efeito, coloque uma segunda toalha junto à porta do quarto. A circulação cruzada de ar acelera o arrefecimento.

Quando o truque da toalha húmida funciona melhor

O método rende mais nas horas em que a temperatura exterior começa a cair, ou seja, depois das 22 horas no litoral e a partir da meia-noite no interior. Durante o pico do calor, com janelas viradas a sul a apanhar sol directo, nem a toalha resolve. A regra é simples: só abrir janelas quando o ar da rua estiver mais fresco do que o ar de casa.

Funciona também melhor em casas com mais do que uma janela. Uma corrente de ar atravessada — janela aberta na sala e no quarto — multiplica o efeito da evaporação.

O que o IPMA prevê para esta semana

Segundo a previsão do IPMA, a vaga de calor mantém-se até 31 de maio, com maior intensidade nas regiões do Alentejo, Vale do Tejo e Algarve interior. Os pontos a reter:

  • Máximas entre 35 °C e 39 °C no interior centro e sul.
  • Noites tropicais prováveis na Beira Baixa, Alentejo e Sotavento Algarvio.
  • Mínimas que poderão não baixar dos 22 °C em vários distritos.
  • Risco de incêndio rural muito elevado a máximo em parte do território.

O instituto recomenda evitar exposição solar entre as 11 e as 17 horas, hidratação reforçada e atenção redobrada a idosos, crianças pequenas e doentes crónicos.

Cinco gestos que ajudam a manter o quarto fresco

A toalha húmida é o truque do momento, mas há outros hábitos que reduzem a temperatura interior sem custos extra na conta da luz:

  • Fechar persianas e estores logo de manhã, antes do sol bater na fachada.
  • Abrir tudo de par em par a partir das 23 horas para deixar entrar o ar nocturno.
  • Desligar luzes incandescentes e equipamentos em standby — produzem calor.
  • Trocar a roupa de cama por lençóis de algodão fino ou linho.
  • Manter um copo de água gelada na mesa de cabeceira.

O que evitar à noite

Alguns gestos parecem ajudar e fazem o contrário. Tomar duche gelado antes de dormir provoca uma reacção de termorregulação que aquece o corpo logo a seguir. Beber álcool dificulta a dissipação do calor e desidrata. E dormir nu, ao contrário do que se diz, não arrefece: o corpo sua sobre o lençol em vez de evaporar para uma camada de tecido.

O ideal é um pijama leve, de algodão, e um banho morno meia hora antes de deitar.

Atenção aos sinais de alerta

Se a temperatura dentro de casa passar dos 30 °C durante várias horas seguidas, ou se aparecerem tonturas, dores de cabeça, náuseas ou pele seca e quente, é altura de ligar para a Linha SNS 24 (808 24 24 24). O golpe de calor pode ser fatal e os primeiros sinais costumam ser silenciosos. Nos lares e nas casas de pessoas com mais de 75 anos, a vigilância deve ser feita pelo menos duas vezes por dia.

O truque da toalha húmida não substitui ar condicionado nem cuidados médicos, mas dá uma trégua nas noites tropicais que ainda vamos ter pela frente. Custa zero, está ao alcance de toda a gente e pode ser a diferença entre uma noite virada e finalmente conseguir adormecer.

Bandeira Azul 2026: 438 praias distinguidas em Portugal

A época balnear arranca já com bandeiras a tremular. Portugal volta a marcar presença forte no mapa europeu de praias de excelência: 438 zonas balneares, marinas e embarcações recebem o galardão da Bandeira Azul 2026, segundo a lista oficial divulgada pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE).

O anúncio mantém o país no quinto lugar mundial em praias costeiras distinguidas e no segundo a nível mundial nas praias do interior. Para quem está a planear férias, esta é a primeira garantia de qualidade da água, segurança e serviços nas areias portuguesas.

Bandeira Azul 2026: o que muda este ano

O número total de 438 distinções desce ligeiramente face a 2025. José Archer, presidente da ABAE, explicou que a redução se deve sobretudo às condições climáticas, que afetaram a qualidade da água em algumas zonas.

Na divisão por tipo, contam-se 396 praias galardoadas, das quais 350 são costeiras e 46 são interiores. Junta-se ainda a distinção a 21 marinas e 21 embarcações ecoturísticas, espalhadas por cerca de cem municípios em todo o território.

Algarve e Norte lideram com 86 praias cada

A distribuição regional confirma o peso do litoral atlântico. O Algarve e o Norte partilham a liderança, cada um com 86 praias distinguidas. A região do Tejo soma 73, o Centro fica com 47 e o Alentejo arrecada 42.

O Centro, ainda assim, brilha noutra frente: junta às Bandeiras Azuis 101 praias com o selo Qualidade de Ouro, uma certificação adicional de águas excecionais ao longo de toda a temporada.

Praia de Mira abre a época a 8 de junho

A primeira Bandeira Azul costeira sobe ao mastro a 8 de junho, na Praia de Mira. O cenário não é casual: é a única praia do país a manter a distinção continuamente há 40 anos, marco que a transforma em símbolo do programa em Portugal.

Para as praias do interior, o arranque oficial acontece a 14 de junho, com a bandeira a ser hasteada na Praia Fluvial de Mourão, no Alentejo.

Novas praias estreantes em 2026

Entre as estreias da edição deste ano, vários areais vão receber pela primeira vez o pano azul. Os destaques apontados pela ABAE incluem:

  • Foz do Lima e Rodanho, em Viana do Castelo;
  • Agudela Sul e Meia Laranja, em Matosinhos;
  • Ribeira Grande, na Sertã (praia fluvial);
  • Oriola, em Portel, no distrito de Évora.

Estas novas entradas reforçam o peso do Alto Minho e do interior alentejano, regiões que têm vindo a apostar nas zonas balneares como motor de turismo de proximidade.

Por que algumas praias perderam o galardão

A descida do número total tem explicação técnica. Episódios de chuva intensa fora de época, descargas pontuais e alterações na qualidade microbiológica da água levaram à exclusão de areais que estiveram distinguidos em 2025.

A ABAE sublinha que a Bandeira Azul é renovada anualmente e que cada candidatura é avaliada com base em 33 critérios. A qualidade da água é apenas um deles: também contam a segurança, a acessibilidade, os serviços e a educação ambiental disponível na praia.

Como confirmar a praia antes de ir

Antes de fazer mala e abrir a sombrinha, vale a pena verificar a lista atualizada. A informação oficial está disponível no portal da ABAE, bandeiraazul.abaae.pt, com pesquisa por município e por região.

Há ainda um detalhe prático: o galardão só é considerado ativo quando a bandeira está efetivamente içada no posto da praia. Em dias de chuva forte, descarga de emergência ou contaminação pontual, a bandeira pode ser baixada por precaução. Olhar para o mastro à chegada é o gesto mais simples para confirmar.

Mais do que turismo: o que esta bandeira diz

A Bandeira Azul deixou de ser um simples símbolo de praia bonita. Hoje funciona como certificação ambiental reconhecida em 51 países, com critérios padronizados a nível internacional.

Para o banhista, traduz três garantias muito concretas: água balnear com classificação Excelente, posto de socorros operacional durante a época, e informação ambiental visível sobre a fauna, a flora e os comportamentos a evitar nas dunas.

Com a Bandeira Azul 2026 a tremular já no início de junho, Portugal volta a colocar as suas areias entre as mais bem certificadas do planeta. Resta escolher a praia, levar a toalha e respeitar o que torna estes 438 destinos diferentes.

Certificados de Aforro a 2,215% em junho: maior taxa num ano

Os Certificados de Aforro voltam a render mais. A taxa-base para as novas subscrições feitas em junho sobe para 2,215%, o valor mais alto em quase um ano e a terceira subida consecutiva, segundo os cálculos do IGCP divulgados esta quinta-feira pela imprensa económica nacional.

A subida pode parecer pequena — apenas mais 0,02 pontos percentuais face a maio (2,195%) —, mas confirma a tendência ascendente que está a fazer milhares de famílias portuguesas regressar a este produto de poupança garantido pelo Estado.

Quem decidir aplicar dinheiro em junho leva, portanto, uma taxa que compara muito bem com os depósitos a prazo dos bancos. Mas convém ler as regras antes de carregar no botão.

Como se chega aos 2,215% nos Certificados de Aforro

A taxa-base dos Certificados de Aforro é calculada uma vez por mês, no antepenúltimo dia útil, e depende da média da Euribor a três meses nos dez dias úteis anteriores. Para junho, essa média situou-se em 2,2148%, arredondada para 2,215%.

O movimento reflete sobretudo a evolução da Euribor desde o início do conflito no Irão. A 27 de fevereiro, antes dos ataques, esta taxa estava em 2,013%. A 13 de maio já tinha disparado para 2,28%, antes de aliviar ligeiramente com as notícias sobre o acordo de paz.

Há, no entanto, dois limites legais: a taxa-base nunca pode ser superior a 2,5% nem inferior a 0%. Estamos, portanto, muito perto do teto possível.

Por que é que os portugueses estão a voltar aos Certificados

O regresso à poupança do Estado tem uma explicação simples: os depósitos a prazo continuam a render pouco.

Segundo os últimos dados do Banco de Portugal, as novas aplicações a prazo renderam, em média, apenas 1,42% em março. Em comparação direta, os Certificados de Aforro pagam quase um ponto percentual a mais — e com a garantia do Estado.

O resultado está à vista. Só em abril, as famílias portuguesas aplicaram mais de 500 milhões de euros em Certificados, em termos líquidos de resgates. Foi o montante mais elevado dos últimos doze meses.

Quanto pode aplicar e a partir de quanto

As regras da Série F mantêm-se inalteradas:

  • Investimento mínimo: 100 euros.
  • Limite máximo por aforrista: 100 mil euros.
  • Juros calculados trimestralmente e capitalizados de forma automática.
  • Possibilidade de resgate antecipado a partir do primeiro vencimento de juros.

A subscrição é simples e pode ser feita online no portal AforroNet, nos balcões dos CTT ou através de uma agência bancária aderente.

Os prémios de permanência fazem a diferença

Os 2,215% são apenas o ponto de partida. À taxa-base juntam-se prémios de permanência que aumentam consoante o tempo que o dinheiro fica aplicado:

  • Do 2.º ao 5.º ano: mais 0,25%.
  • Do 6.º ao 9.º ano: mais 0,50%.
  • No 10.º e 11.º ano: mais 1%.
  • No 12.º e 13.º ano: mais 1,50%.
  • No 14.º e 15.º ano: mais 1,75%.

Significa que quem deixar a poupança quieta durante mais tempo pode chegar a taxas próximas dos 4%, especialmente se a Euribor se mantiver acima dos 2% nos próximos anos.

Os Certificados batem a inflação? Ainda não

Apesar da subida, a taxa de 2,215% continua aquém do ritmo dos preços. A inflação homóloga em Portugal acelerou para 3,3% em abril, segundo o INE. Quem aplica em Certificados ganha mais do que num depósito a prazo, mas perde poder de compra real.

Por outro lado, está-se a falar de um produto sem comissões de subscrição, sem custos de manutenção e com a garantia da República. Para muitos pequenos aforristas, é o equilíbrio possível entre liquidez, segurança e rendimento.

Junho pode ser o mês para abrir conta de Certificados

A combinação de fatores joga a favor de quem aplica agora. A taxa de junho está perto do limite legal, os depósitos continuam a render pouco e os Certificados voltam a estar na boca dos noticiários financeiros.

Quem já tem Certificados antigos — das séries B, D ou E — não vê alteração: cada série tem uma fórmula própria de cálculo. A nova taxa aplica-se apenas às subscrições feitas durante o mês de junho na Série F.

A confirmação oficial da taxa será publicada pelo IGCP no início da próxima semana, no portal igcp.pt, onde também é possível consultar a ficha técnica da Série F e as tabelas de reembolso.

O que fazer agora

Para quem ainda não tem Certificados, basta ter Número de Identificação Fiscal e uma conta bancária à ordem. A subscrição no AforroNet leva poucos minutos. Para quem já é aforrista, a única ação necessária é confirmar se vale a pena reforçar a aplicação durante o mês de junho.

Para quem tem dinheiro parado num depósito quase a render zero, a conta é simples: 2,215% líquidos de comissões batem qualquer prazo do segmento de retalho. Falta apenas saber se o conflito no Irão e a evolução da Euribor vão continuar a empurrar a remuneração para cima — ou se julho será um mês de pausa.

Por agora, o sinal é claro. Os juros dos Certificados estão a subir e estão a poucos décimos do teto legal. Quem quer aproveitar o momento tem o mês de junho à frente.

MB Way em 13 países da Europa até ao fim deste ano

A SIBS confirmou aquele que pode ser o maior salto do MB Way desde a sua criação. Até ao fim deste ano, a aplicação que quase todos os portugueses já usam no telemóvel vai funcionar em 13 países europeus, sem trocar de app e sem abrir contas locais.

Significa que enviar dinheiro para um amigo em Paris, pagar um jantar a meias em Berlim ou ajudar um filho a estudar em Amesterdão passa a ser tão simples como uma transferência para Lisboa. Basta o número de telemóvel.

A medida arranca num momento em que cada vez mais portugueses vivem, estudam ou trabalham fora — e em que a Europa procura uma alternativa à dependência da Visa e da Mastercard.

MB Way em 13 países: a lista completa

A lista oficial dos 13 países europeus que vão estar ligados ao MB Way até dezembro inclui Portugal e os principais destinos da diáspora portuguesa:

  • Portugal
  • Espanha
  • Itália
  • França
  • Alemanha
  • Bélgica
  • Luxemburgo
  • Países Baixos
  • Andorra
  • Dinamarca
  • Finlândia
  • Noruega
  • Suécia

Para Espanha e Itália a ligação já está ativa desde 2025, via Bizum e Bancomat. Os restantes dez países entram de forma faseada ao longo dos próximos meses.

Como vai funcionar uma transferência para outro país

A SIBS garante que não é preciso descarregar nada novo nem trocar de banco. A experiência mantém-se igual à de hoje, com uma pequena diferença na hora de escolher o destinatário.

  1. Abrir a app MB Way no telemóvel.
  2. Tocar em “Enviar dinheiro”.
  3. Inserir o número de telemóvel internacional do destinatário.
  4. Escolher o valor e confirmar com o código habitual.

O dinheiro chega em segundos à conta da pessoa do outro lado, mesmo que essa pessoa use Bizum em Espanha, Bancomat em Itália ou Wero em França, Alemanha e Bélgica. Tudo no mesmo ecrã, tudo em euros, sem comissões adicionais — aplicam-se as mesmas regras das transferências dentro de Portugal.

Quem está por trás desta ligação europeia

A operação chama-se EuroPA — European Payments Alliance — e junta três grandes operadores: a SIBS (dona do MB Way), a italiana Bancomat e a espanhola Bizum. A estes vai somar-se a EPI (European Payments Initiative), que opera a aplicação Wero em França, Alemanha e Bélgica, e a Vipps MobilePay, que reúne os utilizadores nórdicos.

No total, falamos de mais de 130 milhões de utilizadores e de uma rede que cobre cerca de 72% dos cidadãos europeus. É o primeiro grande movimento europeu para criar uma alternativa real aos cartões norte-americanos antes da chegada do euro digital.

E em 2027? Pagar no café de Madrid com o telemóvel

A fase seguinte é ainda mais visível para quem viaja. A partir de 2027, será possível pagar diretamente em lojas físicas e em sites de comércio eletrónico nos mesmos 13 países, através de QR Code ou da tecnologia NFC do telemóvel.

Na prática, o turista português poderá entrar numa cafetaria em Madrid, aproximar o telemóvel do terminal e pagar a fatura através do MB Way — sem cartão físico e sem precisar de aplicações locais. O mesmo no supermercado em Bruxelas ou numa loja online em Berlim.

Quanto custa enviar dinheiro para fora?

Esta é a parte que mais interessa a quem tem família ou amigos lá fora. A SIBS confirma que as transferências internacionais via MB Way mantêm a mesma lógica de custos das transferências nacionais.

Para a esmagadora maioria dos utilizadores particulares, isso significa custo zero ou comissões muito reduzidas, dependendo do banco e do plafond mensal. Quem usa o MB Way para enviar dinheiro a partir de Portugal não paga taxas extra pelo facto de o destinatário estar em Espanha ou em Itália — e esta regra vai aplicar-se aos restantes países.

Segurança: o que se mantém igual

A SIBS deixa claro que toda a operação continua a passar pelos mesmos sistemas de autenticação do telemóvel: PIN MB Way, biometria e validação no banco emissor. A informação financeira nunca é partilhada com terceiros e cada operação exige confirmação do utilizador.

Mesmo assim, o conselho é o de sempre. Não partilhar códigos, desconfiar de mensagens com pedidos urgentes de dinheiro e confirmar sempre o número internacional antes de enviar. As burlas com falsas transferências MB Way continuam a circular e tendem a aproveitar fases de mudança como esta.

Porque é que isto é tão importante para os portugueses

Mais de dois milhões e meio de portugueses vivem fora do país, sobretudo nos 13 países que agora entram na rede. Para muitas famílias, mandar dinheiro a um filho em Paris ou a um pai em Hamburgo ainda exige transferências SEPA com IBAN, prazos de um a dois dias e, em alguns bancos, comissões.

Com esta mudança, basta o número de telemóvel para a transferência ser quase instantânea. É uma poupança de tempo, de papelada e, em muitos casos, de dinheiro. E para os mais novos, é o sinal de que pagar entre amigos passa a funcionar exatamente da mesma forma de Lisboa a Estocolmo.

Portugal ganha protagonismo num projeto europeu que já é olhado com atenção em Bruxelas — e o telemóvel volta a ser, para muitos, a ferramenta mais útil do dia a dia. Fonte oficial: Público — Pagamentos com MB Way em 13 países.

Banco de Portugal trava 6,5 milhões em fraudes: o truque que está a salvar contas

O Banco de Portugal travou 6,5 milhões de euros em fraudes nos últimos dois anos. Três ferramentas lançadas entre 2024 e 2025 conseguiram impedir transferências para contas burladas, num momento em que as mensagens com truque “Olá, pai” continuam a chegar todas as semanas aos telemóveis dos portugueses.

O número foi avançado pelo governador Álvaro Santos Pereira durante a conferência Fraude Digital: Detetar, Responder e Prevenir, no final de maio. A confirmação do destinatário, o sistema SPIN e o serviço de verificação de beneficiário passaram a estar disponíveis em quase todos os bancos portugueses — e mudaram a vida de quem antes carregava no botão “transferir” sem rede de segurança.

Como funciona a confirmação do destinatário

Lançada em maio de 2024, esta ferramenta mostra o nome real do titular da conta antes da transferência ser autorizada. Basta inserir o IBAN para o nome aparecer no ecrã. Se o burlão pediu o pagamento em nome do filho mas o IBAN pertence a “João Manuel Silva”, o cliente percebe a tempo de cancelar.

A medida funciona em transferências SEPA e SEPA Instantâneas. Os bancos foram obrigados a integrar o serviço para cumprir as regras europeias de combate à fraude — e os números mostram que valeu a pena.

SPIN e verificação de beneficiário completam o pacote

Em junho de 2024 chegou o SPIN, que permite enviar dinheiro usando apenas o número de telemóvel ou o NIF. O sistema cruza os dados com a base de beneficiários verificados, evitando que o utilizador escreva um IBAN errado ou caia em IBAN forjado por terceiros.

Já em outubro de 2025 estreou o serviço de verificação de beneficiário, que reforça a camada anterior com validação cruzada entre instituições. As três ferramentas trabalham em conjunto e cobrem praticamente todas as transferências domésticas.

Burlas “Olá, pai” caíram de 60% para 16%

Os dados apresentados são impressionantes. Em 2023, as fraudes em que o burlão se faz passar por familiar — o típico SMS “perdi o telemóvel, transfere já para este IBAN” — representavam 60% de todas as transferências fraudulentas em Portugal.

Em 2025, esse mesmo tipo de burla caiu para 16% do total. Nos primeiros cinco meses do ano passado, as fraudes com manipulação do remetente recuaram 21% face ao mesmo período de 2024, quando a confirmação de destinatário ainda não existia em todos os bancos.

O que pode fazer agora para se proteger

O Banco de Portugal recomenda quatro cuidados imediatos antes de qualquer transferência:

  • Confirmar sempre o nome que aparece no ecrã antes de validar com chave móvel digital ou código SMS.
  • Desconfiar de pedidos urgentes feitos por WhatsApp, SMS ou e-mail, mesmo que pareçam vir de familiares.
  • Ligar para o número habitual do filho, pai ou amigo antes de enviar dinheiro, mesmo que o pedido pareça verdadeiro.
  • Nunca partilhar códigos de autenticação por telefone, ainda que o interlocutor diga ser do banco ou da polícia.

Caso já tenha caído em burla, contacte de imediato o banco e participe o caso à PSP ou à GNR. Quanto mais cedo for feita a denúncia, maior a hipótese de travar o dinheiro antes de ser levantado.

Promessas falsas de emprego e investimento continuam a crescer

Apesar da boa notícia, o Banco de Portugal alerta que outras formas de fraude estão a aumentar. As burlas com falsas promessas de emprego no estrangeiro e os esquemas de investimento em criptoativos cresceram ao longo de 2025, com perdas médias por vítima superiores a três mil euros.

O regulador recorda que nenhum recrutador legítimo pede transferências para “garantir” um posto de trabalho. E que nenhuma plataforma de investimento séria contacta clientes através de chamada telefónica ou Telegram a prometer lucros rápidos.

Plataforma única de combate à fraude está a caminho

O governador anunciou ainda que está em preparação uma plataforma nacional que vai juntar bancos, autoridades e operadoras de telecomunicações no combate à fraude digital. A ideia é cruzar dados em tempo real e travar transferências suspeitas antes mesmo de saírem da conta.

A nova ferramenta deverá arrancar ainda em 2026 e promete ir além dos 6,5 milhões já evitados. Para os portugueses, significa mais uma camada de proteção num cenário em que cada SMS suspeito pode esconder uma armadilha.

Por enquanto, o conselho mantém-se: olhar duas vezes para o nome que aparece no ecrã antes de carregar em “confirmar”. Esse simples gesto está a salvar milhões — e pode salvar também as suas poupanças.

Fonte: Observador e Banco de Portugal.

Taxa de esforço cai para 45%: o que muda na prestação da casa

A regra mais importante do crédito da casa em Portugal vai mudar antes do fim do verão. O Banco de Portugal confirmou que a taxa de esforço máxima desce de 50% para 45% do rendimento líquido das famílias. É uma travagem com peso real: cerca de um em cada dez novos empréstimos deixa de passar.

A decisão foi anunciada pelo governador Álvaro Santos Pereira e já está a ser preparada com os bancos. Não é uma recomendação — passa a ser regra vinculativa para todas as instituições que dão crédito à habitação.

Quem está a meio de uma simulação ou prestes a entregar a proposta no banco precisa de fazer contas outra vez. O teto baixa, a folga acaba, e o sonho da casa pode ficar adiado para milhares de famílias.

O que é a taxa de esforço e porque mexe na prestação da casa

A taxa de esforço é a fatia do rendimento mensal líquido que vai para pagar todos os créditos. Conta a prestação da casa, mas também o crédito do carro, o cartão, o pessoal. Tudo somado.

Hoje, o limite máximo é 50%. A partir do verão, passa a ser 45%. Cinco pontos percentuais que parecem pouco no papel — mas que mudam tudo no momento de aprovar o empréstimo.

Exemplo prático: uma família com 2.000 euros líquidos por mês podia comprometer 1.000 euros em prestações. Com a nova regra, o teto cai para 900 euros. Menos 100 euros por mês de capacidade de endividamento.

Quando entra em vigor o novo limite de 45%

O Banco de Portugal está a fazer a consulta aos bancos desde 20 de maio. A previsão é que a regra entre em vigor até ao final do verão de 2026, com aplicação a todos os novos contratos.

Os créditos já assinados não mexem. Quem já tem o empréstimo aprovado ou a escritura marcada para os próximos dias fica de fora desta alteração.

A nova regra apanha:

  • Novos pedidos de crédito à habitação a partir da entrada em vigor
  • Renegociações com alargamento de valor
  • Transferências de crédito de outro banco com aumento de capital
  • Crédito a jovens com garantia pública do Estado

Quem fica de fora do crédito da casa

O Público avança que os novos empréstimos podem encolher cerca de 10% se a regra dos 45% avançar. Os mais afetados são quem ganha menos.

Uma simulação simples mostra o problema. Numa casa de 200.000 euros, com 30 anos de prazo e Euribor a rondar os 2,7%, a prestação fica em torno de 810 euros. Para passar nos 45%, a família precisa de ter pelo menos 1.800 euros líquidos por mês — e isto sem mais nenhuma dívida.

Quem tem crédito do carro ou cartão ainda em curso tem de subtrair essas prestações ao valor que pode pagar pela casa. A folga desaparece.

Como saber se ainda passa nos 45%

O cálculo é direto. Some todos os rendimentos líquidos do agregado familiar. Some todas as prestações de crédito que já tem. Some a prestação estimada da nova casa. Divida o total das prestações pelo rendimento. Multiplique por 100.

Se o resultado passar dos 45%, o banco vai chumbar o pedido com a nova regra. Há três coisas que pode fazer já hoje para preparar:

  • Liquidar créditos pessoais e do cartão antes de pedir a habitação
  • Aumentar a entrada inicial para baixar o valor financiado
  • Incluir um fiador com rendimento sólido no contrato

O lado dos jovens e da garantia pública

A garantia pública para jovens até aos 35 anos comprarem casa continua em vigor. O Estado assume parte do risco do empréstimo para quem não consegue juntar a entrada.

Mas a regra dos 45% também se aplica a estes processos. O governador do BdP foi claro: a garantia do Estado não dá direito a passar acima da nova taxa de esforço. Para muitos jovens com salários mais baixos, isto vai significar comprar uma casa mais barata ou esperar por aumento de rendimento.

O que dizem os bancos sobre a mudança

O setor bancário já tinha sido informalmente avisado em 2025. Agora a regra é vinculativa, o que significa que deixa de haver margem para exceções caso a caso. Os bancos vão ter de cumprir.

A flexibilização vem do outro lado: o BdP vai permitir prazos mais longos para empréstimos a partir de uma certa idade, o que pode aliviar a prestação mensal e ajudar a passar na taxa de esforço apertada.

Conclusão: a casa em Portugal ficou mais difícil — e mais segura

A nova taxa de esforço de 45% é uma pancada para quem está a tentar comprar casa com salário mediano. Cinco pontos percentuais a menos representam centenas de euros que deixam de poder ir para a prestação.

Mas há outra leitura. Em 2008 e 2011, milhares de famílias portuguesas perderam a casa porque entraram em créditos que não aguentavam. A regra dos 45% protege contra esse pesadelo. É mais difícil entrar — e por isso menos provável cair.

Para quem planeia comprar nos próximos meses, a janela está a fechar. Vale a pena correr ao banco antes do verão acabar, com papéis em ordem. A casa continua possível. Só exige mais preparação.

Fonte oficial: Banco de Portugal. Reportagem com base nas declarações do governador Álvaro Santos Pereira, consulta pública aos bancos divulgada pelo ECO e pelo Público.

Salmo 17: “Eu Vos amo, Senhor, minha força”

0

Salmo Responsorial — Sl 17 (18), 2-3a.3bc-4.47 e 51ab

Refrão: Eu Vos amo, Senhor, minha força.

Eu Vos amo, Senhor, minha força!
O Senhor é o meu rochedo, a minha fortaleza, o meu libertador.

O meu Deus é o meu refúgio, em quem me abrigo,
o meu escudo e a força que me salva,
a minha cidadela.

Invoquei o Senhor digno de todo o louvor
e fui salvo dos meus inimigos.

Viva o Senhor! Bendito seja o meu rochedo!
Exaltado seja o Deus da minha salvação!
Que dá grandes vitórias ao seu rei,
usando de misericórdia para com o seu ungido.

Interpretação pastoral

Este salmo é, ao mesmo tempo, uma confissão de amor e uma declaração de força. “Eu Vos amo, Senhor, minha força.” O salmista não diz simplesmente “Senhor, dai-me força”. Diz: “sois Vós a minha força.”

Quando a vida nos arrasta para terreno difícil — uma doença, uma perda, uma desilusão profunda —, podemos cair na tentação de procurar força fora: em pessoas, em substâncias, em distrações. Mas o salmo aponta para outro lugar: a fonte é Deus mesmo.

“O meu rochedo”

Reparem na imagem: “o meu rochedo”. Rocha não é algo que mude com o vento. É solidez, segurança, terreno firme onde se constrói uma casa. Quem se apoia em Deus pode tremer — mas não cai.

Para esta hora do almoço

Pare por instantes. Coloque a mão sobre o coração e diga em voz baixa:

“Eu Vos amo, Senhor, minha força.”

Não como fórmula. Como verdade. Como quem encosta a cabeça ao ombro de alguém que ama.

E volte ao dia com mais firmeza.


Continue a sua leitura

Se este texto lhe tocou o coracao, aqui ficam outras leituras escolhidas a dedo para si:

Saiba mais

Para aprofundar, consulte tambem Conferencia Episcopal Portuguesa. A Igreja em Portugal e Roma oferecem materiais diarios de oracao e formacao.

Dia da Criança: museus, FC Porto e CCB grátis a 1 de junho

Falta pouco para o Dia da Criança 2026 e há quem ainda não tenha plano para os miúdos. A boa notícia: este 1 de junho, segunda-feira, cai em dia útil e várias instituições portuguesas abrem portas de graça ou com programas pensados para os mais pequenos.

De Lisboa ao Porto, há museus a oferecer entrada livre, festas ao ar livre, oficinas, espetáculos e até o tour do estádio do FC Porto sem pagar bilhete. Reunimos as opções já confirmadas para esta segunda-feira.

O guia serve para pais, avós, padrinhos e educadores que queiram aproveitar o feriado escolar para sair sem gastar.

Pavilhão do Conhecimento abre de graça até aos 10 anos

O Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, é uma das casas mais movimentadas no Dia da Criança 2026. A entrada é gratuita para todos os miúdos até aos 10 anos no próprio 1 de junho, segundo o programa oficial do espaço.

Entre as 10h e as 16h há visita guiada à exposição “The Art of the Sea, from Skeleton Sea”, dos artistas plásticos e surfistas Xandi Kreuzeder e João Parrinha. A seguir, as crianças entram na oficina “Turn Trash into Art” e levam para casa uma escultura feita com lixo apanhado em praias portuguesas.

O resto do edifício terá ainda jogos com animais, origami e observação da natureza, espalhados pelos vários pisos.

CCB com programação dedicada na Praça do Museu

No Centro Cultural de Belém, o Dia Mundial da Criança ganha programa próprio, com teatro, música e dança junto à Praça do Museu. A entrada nas atividades exteriores é livre. A maior parte dos espetáculos para famílias acontece entre o final da manhã e o meio da tarde, para encaixar no horário escolar.

Vale chegar cedo. Os bilhetes para sessões dentro do CCB esgotam por ordem de chegada e há, todos os anos, fila à porta da Sala Luís de Freitas Branco.

Porto: Palácio de Cristal vira festival ao ar livre

Os Jardins do Palácio de Cristal recebem a festa oficial da Câmara do Porto. O programa arrancou no fim de semana, dia 30 e 31 de maio, e fecha na segunda, 1 de junho, com sessões reservadas às escolas entre as 9h e a 1h da tarde.

Há demonstrações da Polícia Municipal, dos Bombeiros, espetáculos como “Água” pelo grupo pBp e “O Caixote do Nico”, de Ana Catarina Pessoa. Tudo gratuito. Quem vive perto não tem desculpa para ficar em casa.

Tour do estádio do FC Porto sem bilhete para menores de 12 anos

Adeptos pequenos vão gostar desta: o Museu e Tour do FC Porto oferece entrada livre a todas as crianças até aos 12 anos a 31 de maio e a 1 de junho. Os adultos pagam normalmente, mas o miúdo passa sem custo, visita os balneários e tira fotografia ao relvado do Estádio do Dragão.

O acesso é por ordem de chegada e o tour costuma encher rápido em datas especiais. Convém chegar pouco depois da abertura.

Serralves em Festa antecipa a celebração

Para quem queira esticar o programa, Serralves em Festa arranca já a 29 de maio e prolonga-se por 50 horas seguidas até às 22h de domingo, 31. A 20.ª edição traz 650 artistas de 34 nacionalidades, com circo, música, teatro de rua, cinema de Manoel de Oliveira e oficinas para todas as idades.

A entrada é gratuita, basta aparecer no portão da Avenida Marechal Gomes da Costa. Algumas atividades têm vagas limitadas, atribuídas no momento.

Museus do Estado: miúdos não pagam, nunca

Fora destes eventos pontuais, vale lembrar a regra fixa em todos os museus e monumentos da DGPC: crianças e jovens até aos 12 anos têm entrada permanente gratuita, independentemente do dia. Inclui o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém, o Palácio Nacional da Pena, o Convento de Cristo em Tomar e dezenas de outros.

Os residentes em Portugal somam ainda 52 dias por ano de entrada grátis em 37 desses espaços, válidos para todos os escalões etários. O 1 de junho não é um deles, mas o domingo de manhã, sim.

O que abre e o que fecha no 1 de junho

O Dia Mundial da Criança não é feriado nacional em Portugal. Comércio, repartições, escolas privadas e transportes funcionam normalmente. A maioria das escolas públicas dispensa as aulas ou organiza atividades próprias. Os centros de saúde mantêm o atendimento habitual.

Quem trabalhar de telemóvel ao ouvido pode pedir aos avós para levar os miúdos a um destes programas, ou aproveitar o final da tarde para dar um passeio pela baixa de Lisboa, do Porto ou de qualquer cidade com agenda municipal.

Como planear o dia sem gastar muito

O segredo passa por combinar o passeio com transportes públicos, levar lanche de casa e escolher atividades exteriores quando o tempo permitir. As previsões do IPMA apontam para tempo seco em quase todo o continente no início da semana, com temperaturas amenas no litoral.

Vale a pena consultar a agenda da câmara municipal da sua zona. Quase todos os concelhos preparam programas específicos para o dia, com piqueniques, insufláveis, pinturas faciais e visitas a quartéis de bombeiros.

O Dia da Criança 2026 é um daqueles que se constrói com pouco. Um sítio bonito, tempo para ouvir, uma fotografia e a sensação de que os miúdos foram, de facto, o centro do dia.

Programa oficial e atualizações em pavconhecimento.pt e serralvesemfesta.com.

360 polícias nos aeroportos: filas vão baixar em julho

As filas intermináveis nos aeroportos portugueses têm os dias contados. A PSP confirmou esta quinta-feira que 360 novos polícias vão reforçar o controlo de fronteiras em Lisboa, Porto, Faro, Açores e Madeira já no início de julho.

O anúncio foi feito durante a cerimónia de juramento de honra do 21.º Curso de Formação de Agentes, em Torres Novas, onde 570 novos efetivos concluíram a formação. A medida faz parte do plano de contingência da PSP para o verão.

Quem passa pelos aeroportos sabe bem o que isto significa: menos tempo parado à espera no balcão, mais fluidez na chegada e na partida, e um alívio real para os passageiros vindos de países fora do espaço Schengen.

Quantos polícias chegam a cada aeroporto

A distribuição dos novos agentes foi divulgada pela própria PSP e não deixa dúvidas sobre o reforço previsto. O aeroporto de Lisboa fica com a maior fatia, seguido pelo Porto e por Faro, que entra no verão a precisar de braços extras.

  • Lisboa: 150 polícias
  • Porto: 90 polícias
  • Faro: 70 polícias
  • Açores: 30 polícias
  • Madeira: 20 polícias

No total, são 360 efetivos colocados na Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF). Os restantes 210 agentes do curso ficam no Comando Metropolitano de Lisboa, a reforçar o policiamento de proximidade na capital.

Porquê só em julho e não já

Os 360 polícias destacados para os aeroportos não entram em serviço de imediato. Primeiro têm de completar um curso de guarda de fronteira com quatro semanas, para aprenderem a operar o sistema europeu de controlo de entradas e saídas.

Por isso, a chegada efetiva às portas dos aeroportos só acontece no início de julho de 2026, mesmo a tempo do pico das chegadas de verão.

Filas dobraram com o novo sistema europeu

O reforço não veio do nada. Desde que entrou em vigor o novo sistema europeu de registo biométrico de viajantes não-Schengen, as filas no aeroporto de Lisboa, Porto e Faro chegaram a passar de uma hora.

Brasileiros, ingleses, americanos e qualquer cidadão de país terceiro passou a ter de registar impressões digitais e foto à entrada e à saída. O processo demora mais tempo do que o antigo carimbo no passaporte e os tempos de espera dispararam.

Com mais 360 polícias só para a UNEF, a expectativa é que os tempos de processamento caiam de forma sensível durante os meses críticos.

O que muda para quem viaja em julho e agosto

Para quem tem voo marcado a partir de julho, há boas notícias práticas. Mais balcões abertos significam menos tempo parado em pé com mala na mão. Famílias com crianças, idosos e passageiros em viagens longas serão os primeiros a sentir a diferença.

Ainda assim, as companhias aéreas continuam a recomendar chegar com pelo menos três horas de antecedência para voos extra-Schengen no verão. O reforço alivia, mas não resolve totalmente o gargalo do controlo biométrico.

Lisboa é o aeroporto que mais ganha

Com 150 dos 360 polícias, o Humberto Delgado fica de longe com o maior reforço. Faz sentido: é o aeroporto português com mais movimento internacional fora do espaço Schengen, recebe diariamente voos do Brasil, Reino Unido, Estados Unidos, Marrocos, Cabo Verde e Angola.

O Porto recebe 90 polícias, número que reflete o crescimento das ligações ao Brasil e ao Reino Unido nos últimos dois anos. Faro, com 70 novos agentes, prepara-se para o pico britânico do Algarve, que arranca com força em junho.

Açores e Madeira também entram no reforço

As ilhas não ficaram de fora. Os Açores recebem 30 polícias e a Madeira 20, números pequenos no total mas significativos para aeroportos de menor dimensão como Ponta Delgada, Horta, Funchal e Porto Santo.

No verão, as ligações diretas a partir do Reino Unido, Alemanha e países nórdicos enchem estes terminais. O reforço chega no momento certo.

Um plano de verão que se nota no terreno

Este não é um anúncio solto. A PSP integrou o reforço num plano mais amplo de contingência para o verão, que inclui também mais agentes em zonas turísticas, praias e centros das cidades. A ideia é que o país receba o pico de visitantes sem repetir o caos das filas do verão passado.

Para os passageiros, o recado é claro: as filas dos aeroportos portugueses estão para baixar a partir de julho. Quem viaja antes terá ainda de armar-se de paciência.

Fonte oficial: PÚBLICO — Maioria dos novos polícias será colocada nos aeroportos

Porta 65 Jovem 2026: 275€ por mês na renda — quem pode pedir já

O Porta 65 Jovem está mais acessível do que nunca em 2026. O apoio mensal à renda para jovens entre os 18 e os 35 anos chegou a uma média de 275 euros por mês e o orçamento foi reforçado em 26 milhões de euros, abrindo mais espaço para novas candidaturas.

As candidaturas estão abertas em contínuo no Portal da Habitação. Quem submeter o pedido em maio entra logo na próxima avaliação mensal feita pelo IHRU.

Mais de 45 600 jovens já receberam o subsídio até setembro de 2025. Com a subida do salário mínimo, os limites de rendimento também subiram — e mais agregados passaram a caber no programa.

Apoio chega aos 275 euros por mês

O Porta 65 Jovem paga uma percentagem da renda que vai de 30% a 50%. O valor médio dos beneficiários atuais ronda os 275 euros mensais, segundo dados do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana.

Para casas em concelhos com rendas mais altas, o apoio pode ir mais longe. Cidades como Lisboa, Porto, Cascais ou Oeiras concentram a maior fatia dos beneficiários precisamente porque a renda pesa mais no orçamento.

Quem se pode candidatar em 2026

O programa é dirigido a jovens entre os 18 e os 35 anos à data do pedido. No caso de um casal, um dos elementos pode ter até 37 anos, desde que o outro não passe dos 35.

É preciso cumprir três condições essenciais:

  • Ter residência fiscal em Portugal e situação regularizada nas Finanças e na Segurança Social
  • Apresentar um contrato de arrendamento para habitação própria e permanente
  • Não ser proprietário de outra casa a menos de 50 km do arrendamento

Tetos de rendimento sobem com o salário mínimo

O rendimento mensal corrigido do agregado jovem não pode ultrapassar quatro vezes o salário mínimo. Em 2026, com a remuneração mínima nos 920 euros, esse limite passou para 3 680 euros mensais.

Já o rendimento coletável anual do agregado não pode ir além dos 43 090 euros, valor que corresponde ao limite do sexto escalão do IRS deste ano. Quem ganha um pouco mais do que ganhava em 2025 pode agora caber dentro do programa.

Como pedir o apoio em menos de 30 minutos

O pedido faz-se online, sem deslocações a balcões. Basta entrar no portaldahabitacao.pt, autenticar-se com chave móvel digital ou cartão de cidadão e preencher o formulário.

Os documentos que precisa ter à mão são poucos:

  • Cartão de cidadão de todos os elementos do agregado
  • Contrato de arrendamento devidamente registado nas Finanças
  • Última declaração de IRS ou comprovativo de rendimentos
  • Comprovativo de situação regularizada nas Finanças e Segurança Social

Todo o processo demora menos de meia hora a quem tem a papelada organizada.

Quanto tempo demora a resposta do IHRU

A lei dá ao IHRU um prazo máximo de 45 dias úteis para analisar o pedido. Na prática, o tempo médio de espera tem oscilado entre dois e três meses depois do mês de submissão.

Se entregar o pedido em maio, a decisão deve sair no final de julho. O apoio é pago pela Segurança Social, com retroativos ao mês da candidatura quando aprovado.

Majorações: como aumentar o valor mensal

Para alguns agregados, o apoio sobe automaticamente. As majorações mais comuns aplicam-se a:

  • Famílias monoparentais com dois ou mais dependentes (+10%)
  • Famílias monoparentais com um dependente (+5%)
  • Agregados com pessoa com grau de incapacidade igual ou superior a 60% (+15%)
  • Casa em concelho com tensão de mercado reconhecido pelo Governo

Estas percentagens são acumuláveis e podem fazer a diferença entre 200 e 300 euros mensais.

Renovação anual: o erro que faz perder o subsídio

O Porta 65 Jovem dura 12 meses e pode ser renovado todos os anos até ao limite de cinco anos, consecutivos ou interpolados. Mas a renovação não é automática.

É preciso submeter uma nova candidatura entre 60 e 30 dias antes do fim do apoio em vigor. Falhar este prazo é a razão mais frequente para jovens perderem o subsídio sem o saberem.

Apoio até cinco anos para arrendar em Portugal

Quem aproveita o programa do início ao fim chega a receber mais de 16 500 euros de apoio acumulado ao longo dos cinco anos. É dinheiro que fica disponível para outras despesas da casa ou para poupar para uma entrada própria.

Com o orçamento de 2026 reforçado, o IHRU promete reduzir a lista de espera. Quem ainda não pediu deve simular o valor no Portal da Habitação antes de submeter o pedido — assim percebe logo se vale a pena avançar.

Mais informação oficial em portaldahabitacao.pt.